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4/23/2009 PINTOR HOLANDÊS PINTA CACHOEIRA DE PAULO AFONSO EM 1649
Cachoeira de Paulo Afonso é uma pintura a óleo sobre madeira, executada pelo pintor de paisagens holandês Frans Post em 1649. A obra retrata a famosa queda d’água homônima, localizada no curso do rio São Francisco. Realizado após o retorno de Post à Holanda, o painel encontra-se atualmente conservado no Museu de Arte de São Paulo. O lugar representado encontra-se na Bahia, no curso do rio São Francisco, e atrai ainda hoje os turistas que visitam a região. Frans Post foi o primeiro a representar as características da natureza do Nordeste brasileiro, o azul metálico do céu, os verdes opacos, a intensidade da luz, transferindo para a tela, com a ciência da perspectiva própria dos cartógrafos-pintores holandeses, os dados peculiares da paisagem tropical. A obra em pauta, datada de cinco anos depois de Post ter voltado à Holanda, foi reelaborada pelo artista, que se baseou em desenhos tomados no lugar.
A beleza natural do local, já bastante conhecido ainda no período colonial, fez com que a cachoeira se tornasse um ponto de atração de diversos artistas, principalmente pintores e gravadores estrangeiros de passagem pelo Brasil. A ela, dedicaram obras, além de Post, E. F. Schute, Johann Moritz Rugendas e Jean-Baptiste Debret. Na literatura brasileira, são igualmente comuns as referências à mencionada cachoeira, com destaque para o poema A Cachoeira de Paulo Afonso, escrito por Castro Alves em 1876, do qual se reproduz o trecho a seguir:
“Parece arrebentar de debaixo dos pés, como a formosa cascata de Tivoli junto a Roma. Um mugir surdo e continuado, como os preparos para um terremoto, serve de acompanhamento à música estrondosa de variados e diversos sons, produzidos pelos choques das águas. Quer elas venham correndo velocíssimas ou saltando por cima das cristas de montanhas; quer indo em grandes massas de encontro a elas, e delas retrocedendo: caindo em borbotão nos abismos e deles se erguendo em úmida poeira, quer torcendo-se nas vascas do desespero, ou levantando-se em espumantes escarcéus; quer estourando como uma bomba ; quer chegando-se aos vaivéns, e brandamente e com espandanas ou em flocos de escuma alvíssima como arminhos — é um espetáculo assombroso e admirável”.
Proveniência Desconhece-se a ubicação da obra no período anterior ao século XIX. Sabe-se que a mesma integrava, desde o início do século XX, o acervo da Galerie Goldschmidt & Wallerstein, em Berlim. Por volta de 1926, o painel foi emprestado em regime de comodato ao Städelsches Museum de Frankfurt am Main, onde permaneceu até 1950, passando, em seguida, à coleção da galeria Durand-Matthiesen, em Genebra. Neste mesmo ano, a obra foi adquirida pelo Museu de Arte de São Paulo (MASP), com recursos doados por Américo Breia e pelos irmãos Adriano e Ricardo Seabra.
Exposições Após sua aquisição pelo MASP, Cachoeira de Paulo Afonso tomou parte na turnê de obras do museu paulistano por instituições européias e norte-americanas. Merece destaque sua participação nas exposições Chefs-d'oeuvre du Musée de São Paulo, no Palais de Beaux-Arts de Bruxelas , e Dipinti del Museo d'arte di San Paolo del Brasile, no Palazzo Reale de Milão, ambas realizadas em 1954. A obra também figurou nas exposições Pintores Holandeses do Príncipe Maurício de Nassau, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1968), Da Raffaello a Goya... da Van Gogh a Picasso, novamento em Milão (1987), Frans Post Paradisiesche Landschaft, no Kunsthalle, em Basiléia (1990), e Brasilien Entedeckung und Selbstentdeckung, no Kunsthalle de Zurique (1992). 7/14/2006 HISTÓRIA DE PAULO AFONSODADOS GERAIS DE PAULO AFONSO Da sesmaria do século XVIII à moderna cidade, representada por um dos maiores parques energéticos da América Latina, Paulo Afonso desponta no cenário turístico como um dos principais portões de entrada para a Região dos Lagos, que agora inaugura uma nova fase no incremento ao turismo aventura e ao ecoturismo. Os roteiros são diversificados e incluem a prática de esportes radicais, trilhas na caatinga, passeio fluvial no cannyon do rio São Francisco e visitas aos pólos de piscicultura. Os interessados em conhecer o processo de transformação da água em energia, podem ainda visitar o complexo hidroelétrico da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco. Paulo Afonso conta com um moderno aeroporto a 6 quilômetros da cidade e uma infra-estrutura turística que oferece cerca de mil leitos, bares, restaurantes e áreas de lazer. A cultura popular e o folclore, assim como a culinária e o artesanato, fazem parte do cardápio desta cidade que tem no surubim, no bode e no capão seus principais ingredientes da comida típica. No folclore, destaca-se a Associação de Cangaceiros de Paulo Afonso que se apresenta durante as principais festas da cidade, encenando as lutas entre o bando de Lampião e Maria Bonita contra as "volantes". As festas juninas, com suas quadrilhas e forrós, também são fortes atrativos para quem quer conhecer a autêntica cultura popular nordestina. NÚMEROS GERAIS Área: 1700,4 km² Clima: Quente e semi-árido Temperatura média: 26°C Altitude: 243 metros acima do nível do mar População: 97.291 habitantes Densidade Demográfica: 57,22 hab/km² Feriados: 28 de julho (Emancipação Política) 4 de outubro (dia de São Francisco de Assis) Distâncias: Salvador: 471 km - Aracaju/SE, 280 - Belém/PA, 1.835 - Belo Horizonte/MG, 1.646 - Brasilia/DF, 1805 - Cuiabá/MG, 2.926 - Curitiba/PR. 2.659 - Florianópolis/SC. 2.956 - Fortaleza/CE. 900 - Goiânia/GO. 2.002 - João Pessoa/PB. 553 - Maceió-AL. 347 - Natal/RN. 730 - Palmas/TO. 2.780 - Porto Alegre/RS. 3.364 - Porto Velho/RO 4.382 - Recife/PE. 443 - Rio Branco/AC. 4.916 - Rio de Janeiro/RJ. 1.923 - São Luiz/MA. 1.448 - São Paulo/SP. 2.236 - Terezina/PI. 898 - Vitória/ES. 1.515 (Guia Quatro Rodas) Garanhuns: 220 Km, Caruaru: 320 km Acesso Rodoviário: BR 101 Limites: Norte: Glória, Sul: Jeremoabo e Santa Brígida, Leste: Rio São Francisco, Oeste: Rodelas Posição Geográfica - Definida pelas coordenadas é de 9º 24 de latitude sul e 38º 14 de longitude de W.Greenwitch. Hidrografia - O Rio São Francisco é o principal acidente geográfico do Município. Em seu leito está localizada a Cachoeira de Paulo Afonso, também chamada de "A Redenção do Nordeste". Usina de Paulo Afonso: Primeira hidrelétrica do Nordeste, inaugurada em Janeiro de 1913, por Delmiro Gouveia e chamava-se Usina Angiquinho. Bandeira - Criada pela Lei nº 161/70, de 20 de janeiro de 1970.
COTAS ALTIMÉTRICAS DE PAULO AFONSO COM RELAÇÃO AO NÍVEL DO MAR (Bairro Tancredo Neves 230m), (Marco Igreja de S. Francisco 243m), (Bairro Centenário 250m), (Fazenda Chesf 261m), (Povoado Caiçara 277m), (Povoado Riacho 307m), (Povoado Salgadinho 316m), (Povoado Serrote 386m), (Povoado Várzea 422m), (Pedra do Roque – Raso da Catarina 440m), (Baixa do Chico – Raso 500m), (Serra do Umbuzeiro - Riacho 507m), (Serra da Canastra - Sta Brígida 571m), (Serra do Brejinho – Jeremoabo 698m). HABITANTES: Segundo o CENSO, Paulo Afonso possui 96.428 habitantes assim distribuidos: POPULAÇÃO RURAL............................................. 13.914 habitantes POPULAÇÃO URBANA........................................... 82.514 habitantes
DISTÂNCIAS DE PAULO AFONSO AOS POVOADOS: AÇUDE 09kms, ALAGADIÇO 30, (ALTO DA ESPORA 18,5, ALTO DO ARATICUM 05, ANGICO 14, ARRASTA-PÉ 21,5 ARUEIRA 27 BAIXA DA ONÇA 42 BAIXA DO BOI 20 BAIXA DO CAMBÃO 22,5 BAIXA FUNDA 34,5 BAIXA VERDE 41 BARRIGA 36 BARRINHA 26 BARRO VERMELHO 38 BATATINHA 24,5 BOGÓ 41,5 BONOMÃO 27 CACIQUE 14 CAIÇARA I 12 CAIÇARA II 14 CAMPOS NOVOS 15 CASA DE PEDRA 23 DUAS BARRAS 14,5 FURNINHA 21,5 GROSSOS 39 IZÍDIO 15 JUÁ 25,5 QUILÔMETRO 50 32 LAGOA DA PEDRA 21,5 LAGOA DO JUNCO 29,5 LAGOA DO RANCHO 37,5 LAGOA DO VICENTE 30 LAGOA GRANDE 40 LAGOA SECA 40 LAGINHA 15 LOGRADOR 28,5 LUDOVICO 15,5 LUIZ 37,5 MACAMBIRA 26 MALHADA DA CAIÇARA 38 MALHADA GRANDE 19,5 MANDU 20 MÃO DIREITA 27 MOSQUITO 39,5 MUCUNÃ 29,5 MURIÇOCA 26 NAMBEBÉ 36,5 OLHO DÁGUA DO PAULO 40,5 PAPAGAIO 41 PEDREZINHA 25,5 PICOS 31 POÇO FUNDO 26 POÇOS 41,5 RIACHO 25 RIACHO GRANDE 24 RIBEIRO 31 RIO DO SAL 16 SABINA 16 SALGADINHO 15 SALINAS 11,5 SALOBRO 34 SANTO ANTONIO 36 SÃO DOMINGOS 20,5 SÃO JOSÉ 40 SERRA DO PADRE 08 SERROTE 33 SÍTIO DO LÚCIO 46 SÍTIO DO TARÁ 39 TABULEIRINHO 36,5 TIGRE 9,5 VÁRZEA 57 VILA MATIAS 06 XINGOZINHO 30. ALGUNS PONTOS TURÍSTICOS A cidade, hoje uma ilha artificial, é privilegiada pela natureza. Além das usinas e represas construídas pelo homem, Paulo Afonso foi agraciada pela natureza com paisagens belíssimas. As formações rochosas, os canyons do "Velho Chico" e a bela visão das cachoeiras, mesmo sem ser época de cheias, são deslumbrantes. Modelo Reduzido - Uma réplica do Complexo Chesf, área de aproximadamente 1.000m2, com a reprodução em escala 1 por 75, de toda a região, onde se encontram Moxotó, PA I, PA II, PA III, PA IV, com a topografia exata. Teleférico - Bondinho que cruza o "canyon", aproximadamente a 100 metros de altura com vista para a Furna dos Morcegos, Cachoeiras e Usinas. Reserva Ecológica Raso da Catarina - Toda recoberta de floresta do tipo caatinga, com variedades de árvores em extinção e com uma belíssima formação rochosa. Tem com destaque a Baixa do Chico, um "canyon" com aproximadamente 12 Km de extensão. Monumento a Castro Alves - Símbolo da liberdade em forma de poesia. Monumento Caminho das Águas - Simboliza o trajeto do rio São Francisco. Uma estrutura feita com tubos de aço pelo artista plástico Aníbal Nunes, situado na Praça das Mangueiras. Parque Belvedere - Homenagem do primeiro decênio aos primeiros Diretores da Chesf. Conhecido como Jardim dos Namorados. Monumento ao Trabalhador - Homenagem aos trabalhadores que construíram as usinas do Complexo Paulo Afonso O Touro e a Sucuri - Símboliza o domínio da natureza pelo homem A Mulher e o Cavalo - Simboliza a água se precipitando sobre as rochas Comportas do Capuxu - Abertas nos períodos de grandes enchentes Saltos do Croatá - Cachoeira belíssima que entra em sintonia com outra de tamanho esplendor: O Véu da Noiva – Formado pela cachoeira principal na Ilha do Urubu de onde se vislumbra a Usina Angiquinho, o monumento a Castro Alves e o bronze colocado por Dom Pedro II. Usina Apolônio Sales - Tem características técnicas diferentes das outras e abriga o "tapete verde", um belíssimo jardim com plantas ornamentais multicoloridas.
USINAS DE PAULO AFONSO PAULO AFONSO I - O aproveitamento hidrelétrico de Paulo Afonso I, integrante do Complexo de Paulo Afonso, localiza-se na cidade de Paulo Afonso, estado da Bahia. A Usina Paulo Afonso I, construída e projetada pela CHESF, está instalada no São Francisco, principal rio da região nordestina, com área de drenagem de 605.171 km2 , bacia hidrográfica da ordem de 630.000 km2, com extensão de 3.200 km, desde sua nascente na Serra da Canastra em Minas Gerais, até sua foz em Piaçabuçu/AL e Brejo Grande/SE. As Usinas Paulo Afonso I, Paulo Afonso II e Paulo Afonso III estão em um mesmo represamento, constituído de uma barragem do tipo gravidade em concreto armado, com altura máxima de 20 m e comprimento total da crista de 4.707m, associado às estruturas de concreto tais como: 01 (um) vertedouro do tipo Krieger, com descarga livre; 04 (quatro) vertedouros de superfície, com comportas vagão; 01 descarregador de fundo; 2 drenos de areia; tomada d’água e casa de força subterrâneas, escavada em rocha sólida, com profundidade aproximada de 80 m. A Usina Paulo Afonso I é constituída de 3 unidades geradoras acionadas por turbinas Francis, com potência unitária de 60.000 kW, totalizando 180.000 kW. A energia gerada é transmitida por uma subestação elevadora com 09 transformadores de 22,5 MVA cada um, que elevam a tensão de 13,8 kV para 230 kV. A partir desse ponto é feita a conexão com o sistema de transmissão da CHESF através da Subestação Paulo Afonso - 230 kV. PAULO AFONSO II O aproveitamento hidrelétrico de Paulo Afonso II, integrante do Complexo de Paulo Afonso, localiza-se na cidade de Paulo Afonso, estado da Bahia. A Usina Paulo Afonso II, construída e projetada pela CHESF, está instalada no São Francisco, principal rio da região nordestina, com área de drenagem de 605.171 km2 , bacia hidrográfica da ordem de 630.000 km2, com extensão de 3.200 km, desde sua nascente na Serra da Canastra em Minas Gerais, até sua foz em Piaçabuçu/AL e Brejo Grande/SE. As Usinas Paulo Afonso I, Paulo Afonso II e Paulo Afonso III estão em um mesmo represamento, constituído de uma barragem do tipo gravidade em concreto armado, com altura máxima de 20 m e comprimento total da crista de 4.707m, associado às estruturas de concreto tais como: 01 (um) vertedouro do tipo Krieger, com descarga livre; 04 (quatro) vertedouros de superfície, com comportas vagão; 01 descarregador de fundo; 2 drenos de areia; tomada d’água e casa de força subterrâneas, escavada em rocha sólida, com profundidade aproximada de 80 m. A Usina Paulo Afonso II é constituída por 6 unidades geradoras acionadas por turbinas Francis, sendo 2 unidades com potência unitária de 70.000 kW, 1 unidade com potência unitária de 75.000 kW e 3 unidades com potência unitária de 76.000 kW, totalizando 443.000 kW. A energia gerada é transmitida por uma subestação elevadora com 18 transformadores dos quais 09 são de 30 MVA cada um e o restante, são de 25 MVA cada um, que elevam a tensão de 13,8 kV para 230 kV. A partir desse ponto é feita a conexão com o sistema de transmissão da CHESF através da Subestação de Paulo Afonso - 230 kV. PAULO AFONSO III - O aproveitamento hidrelétrico Paulo Afonso III, integrante do Complexo de Paulo Afonso, localiza-se na cidade de Paulo Afonso, estado da Bahia. A Usina Paulo Afonso III, construída e projetada pela CHESF, está instalada no São Francisco, principal rio da região nordestina, com área de drenagem de 605.171 km2 , bacia hidrográfica da ordem de 630.000 km2, com extensão de 3.200 km, desde sua nascente na Serra da Canastra em Minas Gerais, até sua foz em Piaçabuçu/AL e Brejo Grande/SE. As Usinas Paulo Afonso I, Paulo Afonso II e Paulo Afonso III estão em um mesmo represamento, constituído de uma barragem do tipo gravidade em concreto armado, com altura máxima de 20 m e comprimento total da crista de 4.707m, associado às estruturas de concreto tais como: 01 (um) vertedouro do tipo Krieger, com descarga livre; 04 (quatro) vertedouros de superfície, com comportas vagão; 01 descarregador de fundo; 2 drenos de areia; tomada d’água e casa de força subterrâneas, escavada em rocha sólida, com profundidade aproximada de 80 m. A Usina de Paulo Afonso III possui 4 unidades geradoras acionadas por turbinas Francis, com potência unitária de 198.550 kW, totalizando 794.200 kW. A energia gerada é transmitida por uma subestação elevadora com 12 transformadores de 80 MVA cada um, que elevam a tensão de 13,8 kV para 230 kV. A partir desse ponto é feita a conexão com o sistema de transmissão da CHESF através da Subestação de Paulo Afonso - 230 kV, donde partem 04 circuitos de LT’s - 230 kV para o Sistema Regional Sul (Salvador), 04 circuitos de LT’s - 230 kV para o Sistema Regional Leste (Recife), 05 circuitos para o Sistema Regional Norte (Fortaleza) e uma interligação com a SE - Paulo Afonso IV - 230/500 kV, constituindo-se assim no principal nascedouro dos corredores de linhas de transmissão do Sistema CHESF. PAULO AFONSO IV - O aproveitamento hidrelétrico Paulo Afonso IV, integrante do Complexo de Paulo Afonso, encontra-se localizado na cidade de Paulo Afonso, estado da Bahia. A Usina de Paulo Afonso IV está instalada no São Francisco, principal rio da região nordestina, com área de drenagem de 605.171 km2 , bacia hidrográfica da ordem de 630.000 km2, com extensão de 3.200 km, desde sua nascente na Serra da Canastra em Minas Gerais, até sua foz em Piaçabuçu/AL e Brejo Grande/SE. Esta usina recebe água do reservatório de Moxotó através de um canal de derivação. A água turbinada em conjunto com a água turbinada em Paulo Afonso I, II e III, segue pelo canyon para a Usina de Xingó. O represamento de Paulo Afonso IV é constituído de barragens e diques de seção mista terra-enrocamento num comprimento total de 7.430 m e altura máxima de 35,00 m; estruturas de concreto num cumprimento total de 1.053,50m compreendendo: vertedouro com 8 comportas tipo de crista/controlado, com capacidade de descarga de 10.000 m3/s, tomada d’água, casa de máquinas do tipo subterrânea com 6 unidades geradoras cada uma, com capacidade nominal de 410.400 kW, totalizando 2.462.400 kW. A energia gerada é transmitida por uma subestação elevadora, com 18 transformadores monofásicos de 150 MVA cada um, que elevam a tensão de 18 kV para 500 kV. USINA APOLÔNIO SALES O aproveitamento hidrelétrico de Moxotó, encontra-se localizado no município de Delmiro Gouveia - AL, à 8 km da cidade de Paulo Afonso - BA. Integrante do Complexo de Paulo Afonso, a Usina Apolônio Sales localiza-se cerca de 3 quilômetros a montante da barragem Delmiro Gouveia, de modo que a água turbinada em suas máquinas, aciona também as Usinas de Paulo Afonso I, II e III. Num segundo desnível em cascata e através de um canal escavado a partir de sua margem direita, o reservatório de Moxotó fornece a água necessária ao acionamento da Usina de Paulo Afonso IV, que se situa em paralelo ao mesmo. A Usina de Apolônio Sales, construída e projetada pela CHESF, está instalada no São Francisco, principal rio da região nordestina, com área de drenagem de 605.171 km2 , bacia hidrográfica da ordem de 630.000 km2, com extensão de 3.200 km, desde sua nascente na Serra da Canastra em Minas Gerais, até sua foz em Piaçabuçu/AL e Brejo Grande/SE. O represamento de Moxotó consta de uma barragem mista terra-enrocamento, com altura máxima de 30 m e comprimento total da crista de 2.825m, associado às estruturas de concreto tais como: 01 (um) descarregador de fundo, 01 (um) vertedouro com descarga controlada dotado de 20 comportas do tipo setor, com capacidade máxima de descarga de 28.000 m3/s e casa de força com 4 unidades geradoras, acionadas por turbinas Kaplan, cada uma com 100.000 kW, totalizando uma potência instalada de 400.000 kW. A energia gerada é transmitida por uma subestação elevadora com 06 transformadores de 80 MVA que elevam a tensão de 13,8 kV para 230 kV. USINA PILOTO - O aproveitamento hidrelétrico Piloto, está localizado na cidade de Paulo Afonso, estado da Bahia. A Usina Piloto, construída e projetada pela CHESF, está instalada na margem esquerda do riacho do Gangorra, com aproveitamento do braço do Capuxu, a cerca de 500 m da margem direita do rio São Francisco. O represamento de Piloto consta de uma barragem de gravidade em alvenaria de concreto ciclópico, com 150,00 m de comprimento e 4,00 m de altura; sangradouro do tipo livre com vertimento por sobre os flash-boards de madeira; tomada d’água dotada de duas comportas metálicas e respectivos maquinismo de manobra; sala de máquinas com 01 unidade geradora, acionada por uma turbina Francis de 2.000 kW, cujo controle de vazão de alimentação é feito através de válvulas tipo borboleta. O sistema utilizado para disponibilizar a energia gerada é composto por um Transformador Elevador de 2000 kVA, que eleva a tensão gerada de 2,4 kV para 13,8 kV, conectando-se ao barramento de 13,8 kV dos Serviços Auxliares da Usina Paulo Afonso III. NOSSA HISTÓRIA - EMANCIPAÇÃO POLÍTICA Texto de Antônio de Pádua Santos Salgado A emancipação de Paulo Afonso surgiu por força do seu progresso. Em 15 de março de 1948, o Governo Federal - Presidente Eurico Gaspar Dutra, criou a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - CHESF, com a finalidade de aproveitar o potencial energético da Cachoeira de Paulo Afonso. Em torno das instalações do acampamento da Chesf surgiu uma aglomeração urbana que se desenvolveu a ponto de se tornar o centro mais populoso, de maior renda e o grande suporte das atividades administrativas da série do município - Glória. Graças ao seu desenvolvimento, a 30 de dezembro de 1953, por força da Lei Estadual de nº 62, passa a distrito. Paulo Afonso tinha tudo pra se tornar cidade, então Abel Barbosa e Silva lançou a campanha "Vamos emancipar Paulo Afonso". Esta campanha coincidiu com a época das eleições para renovação da Câmara Municipal e para Prefeitura de Glória. Abel lança-se candidato a vereador representando o distrito de Paulo Afonso, muitos outros candidataram-se com o mesmo objetivo. Desses, 4 conseguiram eleger-se por Paulo Afonso: Abel Barbosa-PTB, Moisés Pereira-PTB, Otaviano Leandro de Morais-PSB e Hélio Morais Medeiros (Hélio Garagista)-UDN. Apesar das divergências político-partidárias uniram-se em torno da luta pela emancipação. Numa Câmara composta por nove vereadores, seriam necessários 6 votos (quórum qualificado) para a aprovação do projeto da autoria do vereador Abel Barbosa. Com muito empenho conseguiram, além dos 4 votos que tinham, os votos dos vereadores Amâncio Pereira e Adauto Pereita - conhecido por Adauto Cearense -, pai do professor José Maria. No dia da votação da Câmara, mês de março de 1956, Moisés Pereira que sofria de problemas renais, teve 3 crises e foi preciso prorrogar a hora da votação, quando Moisés Pereira melhorou e pode ir votar, então aconteceu a vitória. A luta foi árdua, algumas famílias da velha Glória se opunham à emancipação de Paulo Afonso, assim como a própria Chesf. As perseguições foram muitas, as reuniões para tratar o assunto tinham que ser feitas secretamente. Abel chegou a sofrer uma tentativa de assassinato, em frente ao cinema que havia onde funcionava a Casas Pernambucanas, Av. Getúlio Vargas. Escapou graças a intervenção de Josias Lima (irmão do ex-vereador Batomarco) Xerém. Da primeira reunião secreta participaram: Luiz Inocêncio Lima (pai do vereador Xerém), Antônio Neto, João Marcineiro, João Sapateiro, Hortêncio e Risalva Toledo (a única mulher a participar da luta pela emancipação). Vencida a batalha em Glória, partiram para a Assembléia Legislativa do Estado - na época não havia plebiscito, quem decidia tudo era a Assembléia. Lá não contavam com uma representação suficiente para a aprovação do projeto, mobilizaram então a comunidade fazendo com que muitas pessoas enviassem telegramas aos Deputados pedindo apoio. Cópias desses telegramas foram levados por Abel à Assembléia como forma de pressionar os Deputados. Abel conseguiu firmar um compromisso com o Deputado Otávio Drumond, também do PTB e autor do projeto na Assembléia. Com muito trabalho e com o apoio desse Deputado, conseguiu o apoio, além de alguns Deputados do PTB, do Deputado Antônio Carlos Magalhães - atual Senador - que sendo o líder da UDN conseguiu os votos dos Deputados do seu partido, do líder do governo na época - Governador Antônio Balbino, do Deputado Lomanto Júnior, do Deputado Valdir Pires, do Deputado Josaphat Marinho. É interessante frisar que o grupo obteve apoio de partidos adversários do PTB, como a UDN, por exemplo. O projeto de emancipação de Paulo Afonso, chegou a desaparecer da Assembléia Legislativa e o grupo teve que reconstituí-lo, pois estavam atentos a tudo. Finalmente, a 13 de julho de 1958 o projeto foi aprovado e Paulo Afonso conseguiu a sua Emancipação Política em 28 de julho de 1958. Por exigência do povo, Abel foi candidato a prefeito, competiu inicialmente com 3 candidatos: José de Oliveira Matos (Marotinho da Farmácia - tio de Tico), Otaviano e Adauto Pereira. A Chesf, intocável e toda poderosa, não tinha interesse na eleição de Abel, achavam seus dirigentes que ele já havia incomodado demais, além disso pertencia a um partido de trabalhadores - o PTB. Abel conseguiu que Getúlio Vargas - presidente da república na época e visitando Paulo Afonso - contrariasse a programação estabelecida e fosse ao Sindicato dos Trabalhadores que funcionava de maneira improvisada na Av. Getúlio Vargas. A medida que crescia a candidatura de Abel aumentava a pressão da Chesf que chegou a demitir muitas pessoas que o apoiavam, como por exemplo: Gilberto da voz do Povo, José Francisco de Cordeiro (Zezito do Fórum), Eliodário. Só não impediram a sua candidatura por que ele contava com o apoio do Governador do Estado e de Deputados da Assembléia estadual. A Chesf resolveu então investir em Otaviano, por considerá-lo mais maleável e conseguiu que Adauto desistisse da candidatura e apoiasse Otaviano. Perseguindo os trabalhadores e manipulando a própria Justiça Eleitoral, derrotando assim o grupo de Abel. Otaviano Leandro de Morais foi o primeiro Prefeito da cidade de Paulo Afonso. BRASÃO, BANDEIRA E HINO - Conheça o hino e o que significa cada um dos elementos que compõem o brasão e bandeira de Paulo Afonso CÂMARA MUNICIPAL DE PAULO AFONSO Lei n° 100, de 7 de dezembro de 1965 Dispõe sobre a criação do BRASÃO DE ARMAS do Município de Paulo Afonso Art. 1°. - Fica criado o Brasão de Armas do Município de Paulo Afonso que passará a ter a seguinte descrição Heráldica e Elucidário: Descrição Heráldica Escudo português, partido e cortado, formando três campos distintos. No primeiro, um chefe de goles (vermelho) carregado de uma estrela de prata, complementado de um fundo de sable (preto), deixando bem destacado, também de prata, a silhueta dos três lances de uma cachoeira, tendo no alto uma faixa de blau (azul) que representa o céu; no segundo campo, de blau (azul) uma torre condutora de energia elétrica, de prata; no terceiro e último campo, em campanha, de sinople (verde), uma faixa ondada, de prata. Elucidário O escudo português representa a origem lusitana de nossa Pátria; a estrela evidencia a pessoa do sertanista e sesmeiro Paulo Viveiros Afonso, primeiro explorador da localidade, hoje integrada pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, no chamado "Sertão do São Francisco"; a silhueta de prata, em toda sua pujança, destaca a esplendorosa cachoeira de Paulo Afonso; a torre, caracteriza, pela sua forma original, o elemento normal que atravessando distâncias, leva o necessário conforto às populações longínqüas do Nordeste; a faixa ondada, representa o rio São Francisco, uma das mais importantes vias fluviais do Brasil. Num listel de goles (vermelho), em caracteres de prata, os seguintes dizeres: 1725 -PAULO AFONSO -1958, respectivamente, início do povoamento e elevação à dignidade de cidade. Como suportes, dois tipos clássicos da vegetação local, na sua cor. Conjunto encimado pela coroa mural de cinco torres de prata que é de cidade, tendo sobre a torre central uma elipse de blau (azul), carregada de um "T’, de prata, símbolo do franciscanismo e orago da paróquia da Cidade de Paulo Afonso, na Bahia. Art. 2°. - O Brasão de Armas do Município de Paulo Afonso, a que se refere o Art. 1°., figurará em todos os impressos oficiais do Executivo e Legislativo Municipal e de suas autarquias, bem como na bandeira do Município. Art. 3°. -Esta Lei entrará em vigor a partir de 1 °. de janeiro de 1966, revogadas as disposições em contrário. Sala das Sessões, 7/12/1965 Carlos Alberto Alves -Vereador. Câmara Municipal de Paulo Afonso Estado da Bahia Lei n°. 161, de 20 de janeiro de 1970 Adota Bandeira do Município de Paulo Afonso Art. 1 °. -Fica adotada a Bandeira do Município de Paulo Afonso. Art. 2°. -A Bandeira terá as seguintes características: três (3) retângulos perpendiculares, em tamanhos iguais, sendo os das extremidades em campo vermelho e o do meio em campo branco, tendo ao centro, na devida proporção, o Brasão do Município, conforme Lei Municipal n°. 100/65. Art. 3°. -Ficam expressas as dimensões principais da Bandeira -Largura: O número de panos que for determinado. - Comprimento: Uma vez e meia a largura do pano. Art.4°. -A largura da Bandeira é dada pelo número de panos. O pano é a largura padrão do tecido filcli que mede 0,45 metros. Art. 5°. -A Bandeira do Município de Paulo Afonso deverá ser hasteada em todas as solenidades comemorativas, Federais, Estaduais e Municipais. Art. 6º - Esta Lei estará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Sala das Sessões, em 20 de janeiro de 1970 Ver. Carlos Alberto Alves Ver. José David Neto Ver. José Alcântara de Souza Ver. Antônio Carlos de Lucena Ver. Arsênio Pereira de Azevedo Ver. José Moreira Ver. João Bosco Ribeiro Ver. Manoel Barros de Freitas Ver. Metódio Nunes Magalhães Ver. Noé Pereira dos Santos Ver. Diogo Andrade Brito Ver. José Freire da Silva Ver. João Francisco de Brito CRIAÇÃO DO HINO O hino de Paulo Afonso foi criado a partir de um concurso do qual participaram vários compositores do município, tendo sido vencedor o compositor Oscar Silva que fez o hino em parceria com sua esposa, Vilma Rodrigues. A letra mostra a saga dos pioneiros que criaram as condições para a emancipação de Paulo Afonso 10 anos depois de sua intensa dedicação no trabalho de construção da 1ª Usina da Chesf, instalada na região em 1948 e cujas obras foram iniciadas em 1949. Daí as palavras fortes do seu autor - guerreiros, batalha, suor, combatentes, energia, coragem, valentes, sol inclemente, desafio, em contraponto com magia, coração, harmonia, beleza, natureza, encantos mil. HINO DE PAULO AFONSO (Composição de Oscar Silva e Vilma Rodrigues) Guerreiros que enfrentam a batalha Firmando os pés da terra da magia No rosto o suor, são homens combatentes Que tem nas mãos a forçada energia. E erguem a bandeira da coragem Com armas empunhadas noite e dia Valentes em ação é um só coração Simbolizando a nossa harmonia. Nem mesmo a luz do sol e o pulso deste rio Conseguiram impedir este grande desafio. Paulo Afonso, Paulo Afonso, Cidade de infinita beleza Paulo Afonso, Paulo Afonso, Criada pela própria natureza Paulo Afonso, Paulo Afonso, Lugar de encantos mil És a capital da energia, Riqueza do nosso Brasil. O rio São Francisco é tua origem Nascendo lá na Serra da Canastra E sobre o solo vem, formando cachoeiras Iluminando o céu da nossa pátria. Tu és o braço forte que sustenta A fonte inesgotável que não pára O brilho da manhã, rasgando ao meio o véu O mundo já conhece a tua glória. Nem mesmo a luz do sol e o pulso deste rio Conseguiram impedir este grande desafio. Paulo Afonso, Paulo Afonso, Cidade de infinita beleza Paulo Afonso, Paulo Afonso, Criada pela própria natureza Paulo Afonso, Paulo Afonso, Lugar de encantos mil És a capital da energia, Riqueza do nosso Brasil.
NOSSA EMANCIPAÇÃO Texto de Euclides Batista Filho A conjuração pela emancipação de Paulo Afonso começou efetivamente em março de 1952, quando o pernambucano Abel Barbosa e Silva, chefe de escoteiros, convidou alguns amigos para uma secretíssima reunião. Ao ser convidada, a comerciante Risalva Toledo questionou Abel sobre o motivo do encontro, recebendo a resposta de que somente ficaria sabendo quando comparecesse à reunião marcada para a residência do comerciante Luiz Inocêncio de Lima, às dez horas daquela noite. A assembléia histórica aconteceu na penumbra silenciosa da cozinha do Sr. Luiz Inocêncio, onde um candeeiro substituía as lâmpadas apagadas. Lá estavam então dona Risalva Toledo, Luiz Inocêncio, Abel Barbosa (conhecido como Chefe Abel), João Vicente Ferreira (conhecido como João Sapateiro), João Francisco da Silva (conhecido como João Marceneiro), Antônio Patrício, Francisco Domingos, Altino Gomes (cunhado de Zé Lima), José Aquilino, José Neto, Antônio Neto e Manoel Neto. O sigilo tinha que ser total. Paulo Afonso pertencia a Glória e sua emancipação política contrariava interesses da pequena cidade que não queria perder os impostos do jovem e rico distrito. Como a independência contrariava também interesses da Chesf, nossos heróis corriam muitos riscos, inclusive de vida. Conta Dona Risalva: "Chefe Abel por exemplo, foi abordado por um pistoleiro de aluguel quando comprava ingresso na bilheteria do cinema (atual Caixa Econômica). Estava agarrado com a arma do bandido, em luta corporal, quando o adolescente Josias, seu afilhado e irmão de Xerém, estando no salão de sinuca ao lado, correu em seu auxílio com o taco de jogo. Desferindo violentíssimo golpe na cara do facínora fraturou-lhe o nariz, na maior tacada de sua vida. Aquele não seria o único atentado e todo cuidado seria pouco ". Como líder do grupo, Abel advertia sobre os perigos a que todos estavam sujeitos, ouvindo dos amigos o compromisso de total e irrestrito apôio à nobre causa, acontecesse o que acontecesse. Assim, aos cochichos e na semi-escuridão, nossos conspiradores lançavam a semente da nossa liberdade, trabalhando para que germinasse. Como parte desse trabalho, Dona Risalva contactava secretamente as mulheres da Vila Poty, para que elas conquistassem a adesão dos maridos, fazendo o movimento crescer em número e importância. As reuniões continuavam acontecendo sob o mais absoluto segredo e nos locais mais diversificados, com o número de simpatizantes aumentando a cada dia. Contudo, alguns adeptos sofriam as mais diversas represálias, inclusive perdendo seus empregos na Chesf, como Zezito do Fórum, Gilberto Leal, etc. Porém, nada os fazia recuar. Em 1º de maio de 1954, dia do trabalhador, Abel Barbosa, então vereador de Glória, em palanque armado na Rua da Frente (atual Posto Oásis) lançou publicamente a campanha pela emancipação política de Paulo Afonso. Diz Dona Risalva: "A luta cresceu, a perseguição também, mas o desejo de ver Paulo Afonso livre nos dava mais garra e disposição. As pressões aumentavam, pois os adversários viam em nós uma grave ameaça aos seus interesses. Quanto mais faziam oposição, mais trabalhávamos com impressionante coragem". Em abril de 1955, início de legislatura, o vereador Abel apresentou na Câmara de Glória a proposta de desmembramento de Paulo Afonso. Como naquela casa a matéria era apoiada apenas por Abel e pelo vereador Moisés Pereira, o obstáculo era intransponível. Como a luta prosseguia, no segundo semestre de 1956 o vereador Abel conseguiu o valiosíssimo apôio do vereador Manoel Moura, líder do prefeito de Glória, que por sua vez convenceu outros vereadores, sendo o projeto de emancipação aprovado em 10/10/1956. Narra Antônio Galdino: "No plenário da câmara municipal de Glória, debates, apartes e questões de ordem. Na ordem do dia projeto-de-lei do vereador Abel Barbosa, propondo a separação política de Paulo Afonso. Várias vezes, no calor das discussões, madrugada adentro, parava-se tudo para socorrer o vereador Moisés Pereira que, muito doente, fez questão de estar presente na discussão da importante matéria. No final do debate o seu voto foi decisivo, completando o número necessário para que Paulo Afonso tivesse vida própria. A centenária Glória perdia seu mais importante distrito". O vereador Moisés Pereira faleceria poucos dias depois. O projeto foi encaminhado à Assembléia Legislativa em Salvador, onde foi apoiado pelos deputados Otávio Drumond e Clemens Sampaio. Enfim, depois de cumpridas todas as formalidades legais, o governador Antônio Balbino de Carvalho Filho sancionou a Lei nº 1.120 em 28/07/1958, que tornou Paulo Afonso independente. A notícia da emancipação estourou como uma bomba de indescritível alegria. Em palanque armando no mesmo local do lançamento oficial em 1954, aguardava-se o Chefe Abel que vinha de Salvador. Enorme caravana dirigiu-se ao povoado Riacho para receber o libertador de Paulo Afonso, que, sobre um jipe aberto, entrou na CIDADE ovacionado e acenando com o Diário Oficial. Ao subir no palanque que o aguardava, com a voz embargada por fortíssima emoção, apenas conseguiu dizer: "Pauloafonsinos, eis o meu e o vosso sonho de liberdade realizado". Inflamados oradores fizeram apaixonados discursos, dentre os quais, José Rudival de Menezes e José Freire (do abrigo). Muito emocionada, como se um filme estivesse passando em sua memória, Dona Risalva Toledo, heroína da nossa liberdade, afirma hoje: "Somente Deus pode avaliar o tamanho da alegria que sentimos todos, especialmente eu. Palavras não expressam... ". Ela estava lá. PREFEITOS DE PAULO AFONSO de Otaviano (1958) a Raimundo Caires (2005) Por Antônio Galdino Nesses anos de vida, entre 1958 e 2005, Paulo Afonso teve 14 prefeitos em 16 mandatos. O de Edson Teixeira foi esticado. Destes, 8 prefeitos foram eleitos pelas urnas, em eleição direta. Foram eles: Otaviano, Adauto, Edson Teixeira, José Ivaldo, Luiz de Deus, Anilton Bastos, Paulo de Deus e Raimundo Caires. Entre as gestões de Edson Teixeira e José Ivaldo, Paulo Afonso foi considerada área de segurança nacional e, em conseqüência disso não tinha eleição para prefeito que eram nomeados pelo governo militar. A normalidade democrática só foi restabelecida em 1985 quando foi eleito prefeito José Ivaldo de Brito Ferreira e substituiu o então prefeito nomeado, Abel Barbosa e Silva. Dois prefeitos, mais o esticamento do tempo do Prefeito Edson Teixeira, foram gestores nomeados pelo governo militar entre os anos de 1964 e 1985: Abel Barbosa e Jose Rodrigues. Três vereadores assumiram o cargo de prefeito porque eram presidentes da Câmara de Vereadores e não havia vice-prefeito na época: Abel Barbosa, Metódio Magalhães e Frederico Fausto. Um vereador, Manoel Pereira Neto, foi prefeito porque era vice-presidente da Câmara e assumiu pela renúncia do seu Presidente, Carlos Alberto Alves em assumir esse cargo, o que o tornaria inelegível como vereador, como era o seu desejo. Dois prefeitos exerceram o mandato em duas oportunidades - Abel Barbosa (como presidente da Câmara e depois nomeado) e Paulo de Deus(eleito duas vezes). Um vice-prefeito assumiu na renúncia do prefeito: Wilson Pereira Cinco dos prefeitos de Paulo Afonso têm sobrenome Barbosa - Edson, Abel, José Rodrigues, Luiz e Paulo. Deles apenas os dois últimos são parentes, irmãos. Os de sobrenome Pereira, Manoel e Adauto, são parentes. Anilton e Wilson, irmãos, mas não são parentes dos primeiros. Dos prefeitos de Paulo Afonso, um, Otaviano Leandro(comerciante), foi apoiado pela Chesf. Outro, ex-chesfiano, Raimundo Caires(bioquímico) e sete outros eram empregados da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco quando foram assumiram a Prefeitura: Adauto Pereira(auxiliar de escritório), Edson Teixeira(médico), José Rodrigues(engenheiro), Frederico Fausto(engenheiro), Luiz de Deus(médico), Anilton Bastos(médico) Paulo de Deus(engenheiro). O mandato mais longo, na mesma gestão, contado a partir da posse, foi de Edson Teixeira Barbosa - 7 anos, 3 meses e 14 dias. Somados os mandatos, Abel Barbosa foi prefeito que ficou mais tempo governando o município de Paulo Afonso. Foram 7 anos, 9 meses e 29 dias. Paulo de Deus, em seus dois mandatos foi prefeito por 7 anos e 3 meses. Os menores mandatos foram de Metódio Magalhães, com apenas 17 dias, o interventor Ten João Soares, 33 dias, Manoel Pereira, 3 meses e 13 dias e Frederico Fausto, 4 meses. Otaviano Leandro de Morais - 07/04/1959 - 07/04/1963 Adauto Pereira de Souza - 07/04/1963 - 15/09/1966 Manoel Pereira Neto - 15/09/1966 - 28/12/1966 Tenente João Soares (interventor) - 28/12/1966 - 01/02/1967 Edson Teixeira Barbosa - 01/02/1967 - 14/05/1974 Abel Barbosa e Silva - 14/05/1974 - 16/10/1975 José Rodrigues de Figueiredo Barbosa - 16/10/1975 - 19/03/1979 Metódio Nunes Magalhães - 19/03/1979 - 04/04/1979. Frederico Fausto Agostinho de Mello - 04/04/1979 - 04/08/1979 Abel Barbosa e Silva - 04/08/1979 - 31/12/1985 José Ivaldo de Brito Ferreira - 01/01/1986 -31/12/1988 Luiz Barbosa de Deus - 01/01/1989 - 31/12/1992 Anilton Bastos Pereira - 01/01/1993 - 31/12/1996 Paulo Barbosa de Deus - 01/01/97 - 31/12/2000 Paulo Barbosa de Deus - 01/01/2001 - 01/04/2004 Wilson Pereira Filho - 01/04/2004 - 31/12/2004 Raimundo Caires Rocha - 01/01/2005 - 31/12/2008 ANILTON BASTOS PEREIRA 01/01/2009 a 31/12/2012 NOSSOS VEREADORES DE 1959 A 2008 07/04/59 A 07/04/53 - Dinalva Simões Tourinho, Diogo Andrade Brito, José Freire da Silva, José Rudival de Menezes, Lizete Alves dos Santos, Luiz Mendes Magalhães, Manoel Pereira Neto, Noé Pires de Carvalho, Adauto Pereira de Souza Cearense. 07/04/63 a 07/04/67 - Ivan Vicente Ferreira, Carlos Alberto Alves, Manoel Pereira Neto, Nicolau Amâncio dos Santos, José Moreira, José Rudival de Menezes, Antonio Martins Delgado, Adauto Pereira de Souza Cearense, Hermógenes Bezerra de Souza, Arsênio Pereira de Azevedo, Noé Pereira dos Santos, Antonio Leonel Oliveira, Antonio Aureliano Melo, Sebastião Bezerra, Abel Barbosa e Silva, Milton de Souza. 07/04/67/01/01/71 - Noé Pereira dos Santos, José Alcântara de Souza, Arsênio Pereira de Azevedo, Manoel Barros de Freitas, Diogo Andrade de Brito, João Francisco de Brito, José David Neto, Antônio Carlos de Lucena, Ivan Vicente Ferreira, João Bosco Ribeiro, José Moreira, José Freire da Silva, Carlos Alberto Alves, Metódio Nunes Magalhães. 01/01/71 a 01/01/73 - Abel Barbosa e Silva, Antônio Carlos de Lucena, Arnóbio Pereira de Souza, João Bosco Ribeiro, José Moreira, Manoel Barros de Freitas, Metódio Nunes Magalhães, Noé Pereira dos Santos, Otaviano Leandro de Morais, Valdemar Amâncio dos Santos. 01/01/73 a 01/02/77 - Abel Barbosa e Silva, Antônio José Martins, Arnóbio Pereira de Souza, Arsênio Pereira de Azevedo, João Bosco Ribeiro, João Francisco de Brito, José David Neto, José Moreira, Manoel Barros de Freitas, Noé Pereira dos Santos, Valdemar Amânciio dos Santos, Manoel Pereira Neto, Metódio Nunes Magalhães, Petronildo Alves. 01/02/77 a 01/01/83 - Abel Barbosa, Arsênio Pereira de Azevedo, Daniel Araújo Reis, Frederico Fausto Agostinho de Melo, João Bosco Ribeiro, João Francisco de Brito, José Moreira, José Nicolau de Farias, Metódio Nunes Magalhães, Noé Pereira dos Santos, Otaviano Leandro de Morais, Roque Manoel de Oliveira, Valdemar Amâncio dos Santos, Manoel Pereira Neto, Lindalvo Paiva Cavalcante. 01/01/83 a 01/01/89 - Antônio de Pádua Calado, Arnaldo Aderino Conceição, Francisca Barros Souza Siebert, Francisco Bathomarco Lima, Frederico Fausto Agostinho de Melo, Evandro Araújo Paiva, José Ivaldo de Brito Ferreira, José Paiva Souza, Manoel Pereira Neto, Maria José Barros Lins, Metódio Nunes Magalhães, Noé Pereira dos Santos, Paulo Lopis da Silva, Alcione Almeida, João Francisco de Brito. 01/01/89 a 01/01/93 - Altino Gomes Ribeiro, Arnaldo Aderino Conceição, Arsênio Pereira de Azevedo, Ivaldo Sales Nascimento, José Oliveira SáLuiz Carlos Carvalho, Luiz Vicente Ferreira, Manoel Josefino Teixeira, Marcondes Francisco dos Santos, Nélia Correia da Silva, Petrônio Barbosa, Regivaldo Coriolano Silva, Roque Manoel de Oliveira. 01/01/93 a 01/01/97 - Antônio Alexandre dos Santos, Carlos Murilo dos Santos, Dernival Oliveira Júnior, Edson Oliveira Santos, Gerson Ferreira Albuquerque, João Lima Souza, José Gomes Araújo, José Ivan Dias, Marcondes Francisco dos Santos, Orlando Carvalho Lima, Pedro Macário Neto, Paulo Sérgio Barbosa dos Santos, Petrônio Barbosa, Regivaldo Coriolano da Silva, Salésio Siebert, Ivanete Avelino. 01/01/97 a 01/01/2001 - Abel Barbosa e Silva, Antônio Alexandre dos Santos, Dernival Oliveira Júnior, Ivanete Avelino Bento, João Lima Souza, José Bezerra Frazão, José Correia da Silva, José Ivaldo de Brito Ferreira, Juvenal Teixeira dos Santos, Marcondes Francisco dos Santos, Paulo Lopis da Silva, Paulo Sérgio Barbosa dos Santos, Pedro Macário Neto, Regivaldo Coriolano da Silva, Valmir Alves Teixeira. 01/01/2001 a 01/01/2004 – Antonio Alexandre dos Santos, Arnaldo Aderino Conceição, Dernival Oliveira Junior, Dinivaldo Diniz Carvalho Ferraz, Francisca Souza Barros Siebert, Ivanete Avelino Bento, José Ivaldo Brito Ferreira, José Gomes Araújo, João Lima Souza, Juvenal Teixeira Santos, Marcondes Francisco Santos, Pedro Macário Neto, Petrônio Barbosa, Paulo Sérgio Barbosa Santos, Risalva Maria Toledo, Regivaldo Coriolano Silva e Raimundo Caires Rocha. 01/01/2004 a 01/01/2008 – Petrônio Barbosa, Delmiro Alves, Dorival, Vanessa de Deus, Marcondes Francisco, Antonio Alexandre, Jose Gomes Araújo, Petrônio Nogueira, Ângelo Carvalho, João Lima, Edson Oliveira. 01/01/2009 A 31/12/2012 - Daniel Luiz, Celso Pereira, Gilson Fernandes, Ozildo Alves, Juvenal Teixeira Santos, Paulo Sérgio, Regivaldo Coriolano, Aroldo do Hospital, Antonio Alexandre, Marcondes Francisco, Marquinhos do Hospital (no lugar de Petronio Nogueira que assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Economico). 1/11/2006 MENSAGENS DE ESPERANÇAMensagens de Esperança Aníbal Nunes
De que vale enxergar tudo e não ver o sofrimento de tantos irmãos? De que vale ter coragem e não usá-la em defesa dos que padecem de sofrimento? De que vale ter o pão de sobra e não repartí-lo com os famintos? De que vale andar alinhado, enquanto tantos descamisados perambulam por aí? De que vale ter a mesa farta, enquanto tantos desfalecem de fome? De que vale ter a luz e se negar a iluminar o caminho dos outros? De que vale ter a voz e não agradecer à Deus o dom da vida? Caminhe sempre para a frente, com a cabeça erguida e com os olhos no horizonte. Quem luta em busca do pódium, normalmente o alcança. Se ninguém na terra é suficientemente santo, ao ponto de ser endeusado ou idolatrado, por quê tantos santos esculpidos em pedra, madeira, mármore, bronze e gesso? Passe uma borracha no passado que deixou marcas de pranto, dor, angustia e sofrimento em sua vida. Acelere a marcha da vida, faça valer a sua história, parta para a última volta, veja tremular a bandeira da vitória, suba no pódium do tempo e conquiste os píncaros da glória. Delete imagens que não ficaram bem gravadas nos disquetes da sua vida. Samaritano não é somente aquele que mata a sede de alguém mas, todo aquele que se doa de corpo e alma aos mais necessitados. Quando os últimos raios de sol sumirem no horizonte, agradeça ao Pai pela sua luz, pela paz que irradiou, pela força que fez brotar em seu coração e pela energia que dedicou a natureza, a humanidade e aos animais. Dispa-se do preconceito, do orgulho, da vaidade, do egoísmo e da soberba. Esses atos ferem o corpo, machucam o espírito e escravizam a alma piedosamente. A vida é como uma escada de dois lados. No primeiro, galgamos todos os degraus com determinação, conquistamos todos os troféus da vida profissional, afetiva e social. No segundo, iniciamos a descida, enfrentando a decadência física em todos os sentidos até o embarque no trem da eternidade. Pare por um instante e pense em tudo o que você fez de bom para a natureza e para a humanidade. Peça perdão a Deus pelo filho que você ajudou a abortar com medicamentos ou um simples conselho. O marido, amante, ou namorado que insiste que a companheira aborte é tão pecador e assassino quanto quem pratica o ato. Antes de cometer um aborto, lembre que Jesus um dia falou: "Deixai vir a mim as criancinhas". Quem aborta, manda para o Céu um anjo despedaçado que ainda encontra forças para perdoar a mãe e o seu vil intento. As drogas, os vícios e o mal insistente que perseguem a humanidade, são cruzes nos caminhos dos povos e nações. Não deixeis pousar em vosso pensamento aves perniciosas e agourentas. Se isso ocorrer, afugente-as com a força do seu anjo da guarda. Quando quiseres andar sobre flores e brumas, sentindo o aroma da paz absoluta, acalente, abrace, afague, elogie, cumprimente e deseje sucesso a toda e qualquer criatura. Entregue ao Pai os malditos fascinoras, malfeitores, crápulas e perversos que difamam, julgam e apedrejam pessoas inocentes. Deus sabe como conduzí-los. Não importam as rugas e os cabelos embranquecidos pelo tempo. O que na realidade conta, são: A experiência, a maturidade e a sapiência de saber aceitar os desígnios de Deus sem mudar as coisas. Nunca deixe de abençoar os seus filhos, mesmo que a modernidade tenha mudado os hábitos e costumes do relacionamento familiar. Ao invés de jogar pedras nos delinquentes, chame-os para perto e ensine-lhes as regras do bom viver. Muitas vezes faltam-lhes apenas, oportunidade para se expressar, chance de ter uma mão amiga. Matar uma árvore, um pássaro, um animal, só não é pecado se ficar comprovado que foi por uma boa causa.
A natureza tem vida e, quando agredida, provoca enchentes, terremotos, secas, furacões, incêndios, destruição. Quando destruímos um ninho de pássaros, estamos demolindo a residência de uma família. O que muda, na rtealidade, é a proporção. Mire nos olhos de uma criança e tire desse olhar o mais puro sentimento de fidelidade. Em qualquer lugar onde estiveres ofegante e cansado da longa caminhada sob o sol causticante, sempre haverá uma pedra e uma sombra para aliviar o teu sofrimento. Quando chegar a minha hora, quero estar preparado para Deus. Quando chegar meu minuto final, quero estar bem perto de Deus porque sei que Ele sempre está no meio de nós, nos abençoando em todos os momentos das nossas vidas. O usurento que sempre vive em busca de levar vantagens, acaba escolhendo satanaz pelo fato de ter mais letras. Quem compra e não se lembra de pagar seu débito, engana a três: a Deus, ao credor e à sua consciência. Por quê desejas Bom Dia apenas aos humanos? Lembre-se que toda criatura que têm vida: árvores, água, passaros e animais, entenderão as tuas mensagens de gratidão. Junte todas as pedras que te lançarem e, com elas, construa mansões de amor e de fraternidade. Nem sempre deixe que a tua boca responda as difamações e calúnias que ouvires. Pois a língua que fere injustamente, se cala quando vive o mesmo drama. Fundamente sua vida pelo menos sobre o amor, a caridade e o perdão, mesmo que não encontres nenhum desses elementos nas pessoas que encontrares pelo caminho. Quando sentires vontade de conhecer Deus, corra pelos campos, beba da água da fonte sinta o perfume das flores, mire o horizonte, cante com os pássaros, mergulhe no mar da vida e agradeça à Deus por tudo. Retire os óculos para apreciar de forma ampla e melhor, a paisagem. A natureza é infinitamente bela quando observada a olhos nus. Entre prantos, soluços e lágrimas, sepultei, entristecido, teu corpo. Mas confortado porque tua alma estará sempre comigo. Não fique triste porque hoje não recebeste aquele tão esperado beijo, aquela carícia deliciosa, aquele singelo abraço, um aperto de mão ou, simplesmente um "oi". Lembre-se, a outra parte pode estar mais carente de atenção. A cada novo alvorecer, abra lentamente a janela, sorria para a natureza e deixe a brisa suave do alvorecer tocar levemente o seu corpo. Quando te sentires sozinho, muito triste, com o astral lá em baixo, visite o albergue mais próximo e veja no semblante de cada idoso, que as marcas do tempo, os sinais do abandono e as dores sofridas, realmente abalaram a vida deles. Compare-se com eles. Quando ocorrerem tormentas em tua casa e te sentires distanciado do amor dos filhos, vá até uma creche e veja que nos olhos e nos sorrisos de cada uma criança rejeitada alí pelos pais, há sempre um sorriso estampado e um brilho repleto de harmonia. Volte para casa, beije todos eles e peça-lhes perdão. Onde quer que estejamos, na igreja, na floresta, no trabalho, no lar, podemos dobrar os joelhos e louvar a Deus. Faça de cada dia um novo capítulo da sua vida, introduzindo cenas de amor e de esperança em cada ato. Não ponha luvas quando for cumprimentar alguém. Agindo assim, não haverá troca de energia. Retire as pedras da estrada por onde vais passar para que não haja tropeços na ida e, principalmente, na volta. Lute pelo seu espaço, pelos seus direitos e pelos seus valores. Você é cidadão, contribui com o desenvolvimento da nação e merece respeito. Não deixe que ninguém passe por cima dos seus direitos. A liberdade foi a nossa maior conquista. Ajude a manter essa chama permanentemente acesa. Use sua energia para iluminar os que se encontram na escuridão; sua força para erguer os que caíram na sarjeta da vida; sua têmpera para fortalecer os fracos e oprimidos; sua bondade para mudar os maus; sua alegria para aliviar os entristecidos; sua paz para abolir os escravizados; seu espírito fraterno para ajudar os necessitados e sua fé para crer em Deus Pai Todo Poderoso. Sabe quantas vezes você precisa dizer TE AMO para que o seu amor realmente acredite que você o ama? Apenas uma. Deixe de pressa! Fale pausadamente. Não se irrite com tolices. Mantenha a calma. O apressado come cru e nem percebe de qual fruta foi extraído o suco que ingeriu. Faça hoje, tudo aquilo que você esqueceu o ano inteiro: Dê bom dia a quem não deu, abrace quem esqueceu e veja quem já não viu tão cedo. Em seguida, volte pra casa, beije sua cara metade, faça amor no banheiro, no chão, no tapete e durma em paz. Quando por algum motivo entrares em conflito com o teu amor, imagine quantos milhões de casais estão em desarmonia no mundo, quantos estão separados e quantos estão vivendo a maldita solidão. Antes de espancar o teu filho, lembre dos motivos pelos quais milhares deles se entregam às drogas, abandonam os lares e os estudos e partem pelo mundo afora em busca de nada. Torne amigo dele e participe do seu dia-a-dia sempre que possível. Quando encontrares com jovens drogados, não vire as costas. Procure entender os seus motivos e ajude-os a abandonar o vício. Muitas vezes foram motivados pelo desprezo dos pais e familiares. Lembre-se: Uma mão amiga ajuda a erguer milhares de vidas caídas no chão. Jamais se irrite ao ver um pedinte mendigando uma migalha de pão. Lembre que enquanto milhões de pessoas tem mesa farta, falta alimento na mesa de milhões. Quando acordares de mau humor, chato, estressado, berrando até com o cachorro, pare e reflita um pouco. Tente descobrir qual deles te mordeu. Para que o seu projeto dê certo, inclua Deus como sócio majoritário e em seguida contrate Jesus para gerenciar sua vida e os seus negócios. Sem Eles, seus negócios não progredirão e sua empresa irá a falência. Quando não houver mais nenhuma chance de cura para o mal que porventura lhe atingir, mergulhe a mente no mar da esperança e aguarde a cura do Pai, Doutor dos doutores. Antes de verificar se a sua vizinha varreu a frente da casa, lavou panelas, roupas e pratos, veja se a sua está na devida ordem também. não repare nem fale dos trapos encardidos que a vizinha colocou no varal, mas da vidraça que você, inconscientemente esqueceu de lavar. não sorria da queda que seu adversário tomou nos negócios, na aposta, no vestibular. Amanhã você poderá estar prestando os mesmos exames, vivendo as mesmas situações. Não meça nem julgue as pessoas pelo que elas aparentam ser, mas pelo que elas demonstram na prática, no dia-a-dia. Cuidado, você pode se decepcionar. Nos condomínios do inferno, sempre há vagas para caluniosos, traidores, mentirosos e difamadores. Além disso, o Capeta não cobra nada. Quem diz que o diabo é preto, chifrudo e feio, nunca viu um homem embriagado, um jovem se drogando ou uma mulher abortando. Quando um casal se separa, deixa enraizado nos corações dos filhos, o afeto, o carinho, o apego, a paz absoluta e o amor que um dia existiu. Por mais queixas e desentendimentos que possam existir, não deixe que nada interfira na formação e no amor dedicado aos filhos. Eles não têm cumpa nem pediram para nascer. Quando, porventura, algum dos teus filhos se queixar que está sofrendo por conta da separação, ampare-o e proteja-o dos caminhos perniciosos e negros. Torne-se mais amigo. Ele acabará entendendo a situação. Quebrar uma jura de amor não é ser negligente ou covarde. É deixar que o espírito da liberdade invada os corações feridos de ambos e promovam clima de paz e harmonia. Não é sentando à beira do caminho ou repousando na rede que vais conquistar os teus sonhos. Levanta e anda! Quem quer crescer e vencer na vida, conquistar sonhos, vai à luta incessantemente. Não procure companhia pela beleza, porte físico e formosura somente, mas, pelos gestos, ações e níveis de responsabilidade e de compromisso com a vida e com o seu semelhante. Quando um casal gera filhos, o matrimônio deixa de ser formal e vira compromisso para uma vida inteira. Torna-se o sequencial de muitas gerações. Comece a moldar as virtudes que te ajudarão a construir a longa estrada para o céu. Forje as esperanças e, com elas, trilhe pelos caminhos sem tropeçar nas pedras, garranchos e espinhos. Distribua bondade e recolha acenos, cumprimentos e abraços de todos que vais encontrar pela vida afora. Semeie a paz por toda a caminhada, a toda criatura e colha satisfação dos que vivem angustiados. Seja solidário com o sofrimento daqueles que encontrares nas esquinas do clamor e do desalento, que eles te agradecerão com os olhos brilhando de felicidades. Destrua a arrogância dos prepotentes que esfacelam a bondade dos humildes. Lute por justiça por aqueles que perderam a liberdade através de calúnias e difamações. Ampare os idosos e inocentes que vivem perambulando pelas ruas em busca de alimento e moradia. Ajude na recuperação dos enfermos, levando-lhes sorriso nos lábios, saúde nos olhos e amor no coração. Colabore com aqueles que te estenderam as mãos em busca de uma migalha de pão dormido. Não negue ajuda àqueles que vivem no mundo das ilusões e precisam sair das drogas e do vício. Retribua as amizades sinceras com fidelidade e apreço. Lembre-se: muitas vezes um amigo vale mais que um irmão. Dedique todo o seu amor aos recursos naturais, à fauna e a flora. Agindo assim, estarás amando a Deus sobre todas as coisas e ajudando a preservar o mundo. Não tente, jamais, subir na vida pisoteando os outros. Construa, passo a passo, gradativamente, sua estrada para o Céu. 9/16/2005 A FOME NO MUNDO
Longe vão as esperanças do povo pobre e oprimido. O massacre da classe humilde pela selvageria dos capitalistas do mundo é um fato que vem aterrorizando a massa humana. É insuportável a situação dos povos do mundo inteiro. As guerras não páram, as indústrias produzem dez vezes mais "armas" do que "alimentos". Milhares de seres humanos estão morrendo de fome em todo o planeta e ninguém faz ou diz nada. A miséria tomou conta do mundo inteiro e os homens cruzam os braços, fingem não saber ou se acham incapazes de contribuir com soluções. Paulo Afonso viveu em 1989 uma situação muito incômoda. O fato inédito de uma criança estar sendo amamentada por uma cadela, desde o primeiro ano de vida, tomou conta de todos os meios de comunicação da região, das associações de bairros, dos grupos religiosos e de toda sociedade. O caso foi registrado por mim, no dia 9 de janeiro de 1989, às 9:00 horas. Segundo informações de dona Izaura Lopes de Oliveira, avó do garoto, tudo começou quando sua nora, Maria Irene da Conceição, fugiu para São Paulo com um amante, deixando as cinco crianças, todas com menos de oito anos, com o pai José Lopes de Oliveira. Este, por sua vez incapacitado de cuidar das crianças, entregou-as para sua mãe dona Izaura, uma senhora com mais de setenta anos de idade, doente, extremamente pobre, a qual passava a maior parte do seu tempo coletando vágens de algaroba, para trocar por alimentos. Dona Izaura sentiu-se bloqueiada com a grande tarefa de cuidar dos cinco netos. Sozinha, era obrigada a deixar as crianças trancadas, para poder ir em busca de alimentos. A única companhia das crianças era uma cadela recém-parida. Normalmente dona Izaura trazia alguns alimentos para os netinhos e o menor deles, Alberto Lopes de Oliveira "Bebeto", era o único que não demonstrava sinais evidentes de fome. Ainda engatinhando, ele tinha mania de ficar embaixo da improvisada cama (uma porta velha sobre tijolos) onde a cadela amamentava seus filhotes. Bebeto foi amamentado por sua mãe dona Irene, até os nove meses, fato este que justificou indiscutivelmente, o próprio instinto natural de ver a atitude dos filhotes da cadela, sentindo o cheiro do leite, fazia o mesmo. A cadela adotou Bebeto sem nenhuma reação contrária. Dona Izaura só percebeu o fato, quando vinha chegando de mais um dia de muita luta e sem nada nas mãos. Ao adentrar no barraco observou que Bebeto estava embaixo da cama. Tentou retirá-lo e viu imediatamente a reação da cadela, como se já fosse mãe adotiva da criança. O tempo foi passando e dona Izaura não encontrava saída. Procurou o posto do INAN, a sede da LBA, o Programa de Distribuição de Leite da Prefeitura e não conseguiu absolutamente nada. Cansada de tanto "NÃO", resolveu deixar o garoto mamar na cadela e disse: "antes nela, do que morrer de fome".
7/25/2005 EU VÍ JESUS CHORANDOEU VÍ JESUS CHORANDO Aníbal Nunes Perambulando pelos caminhos da vida, encontrei um Homem esguio, vistoso, simples, olhar triste, vestido numa túnica longa de tecido comum, propagando a paz, o amor e a liberdade, àqueles farrapos humanos, perdidos na sarjeta do tempo. Seguindo o seu caminho, pensativo, tolerante e passivo. Parei na primeira esquina e observei que aquele Homem conversava com um grupo de jovens que se drogava. De repente ví o Homem de cabelos longos, chorando copiosamente. Sentou-se no banco da praça e tentou acalmar os ânimos de um casal que brigava por causa do filho que não fora abortado pela mãe. O Homem chorou mais uma vez. Dali, seguiu até a praça, sentou-se na grama e acariciou o rosto de um menor abandonado que dormia sob efeitos de drogas para esquecer a fome do dia anterior. O Homem chorou novamente. Soluçante e triste, aquele Senhor de cor morena, olhar misterioso, desiludido com os que não queriam lhes dar ouvidos, foi até um orfanato, onde viviam crianças e idosos jogados no esquecimento e lamentou com os olhos lacrimejantes, o abandono daqueles carentes pelos seus próprios pais e filhos desnaturados. Cabisbaixo, pensativo e a passos lentos, embrenhou-se na floresta, parecendo querer fugir da realidade, para não servir de testemunha das maldades contra o homem e o mundo. Foi pior. Deparou-se com as queimadas que devastam a fauna e a flora, a exterminação dos povos indígenas, a ganância dos poderosos latifundiários e a covardia dos grileiros. Dirigiu-se para os grandes centros onde encontrou a violência urbana, criminalidade, assaltos, sequestros, prostituição de menores, estupros, conflitos de religiões, corrupção, desvio de alimentos e medicamentos, exploração de menores, torturas e toda espécie de maledicências. Foi aí que aquele Homem chorou ainda mais. Não chorou desconsoladamente por Ele, mas por todos nós. Entristecido com o que vira em suas andanças pelo mundo afora, olhou para o Céu e exclamou: "Senhor, perdoa-lhes. Eles não sabem o que fazem". 7/11/2005 OBRIGADO, SENHOR!OBRIGADO, SENHOR! Por: Aníbal Nunes Foram muitos dias, milhares de horas, intermináveis momentos de angústia. Tantas atribulações e pesadelos que me desmancharam em prantos. Nada dava certo nas palestras, reuniões e nos acordos com os "amigos". À minha frente, somente desestímulos e decepções. É como se estivesse mergulhado num mar de incertezas. Sentia-me preso ao nada, tentando respirar o ar da liberdade do meu eu absoluto. Sentia-me traído pelos amados amigos e companheiros nos quais confiava tanto. Sentia-me o bagaço na sarjeta, o resto de uma coisa qualquer. Contudo, mesmo agarrando-me às correntes que me aliviaria o sofrimento, via partirem-se dela, os mais robustos elos. Cada vez mais, adentrava ao túnel negro do medo... do desespero. Nada me contentava, nada me fazia levantar outra vez. Muitas vezes cheguei ao ponto de dizer que Meu Anjo da Guarda havia me abandonado. Quanta tolice... Quão idiota fui... Os anjos nunca nos deixam sós, jamais nos abandonam. Somos nós que nos afastamos de Deus e, consequentemente, deles. Quando mergulhamos em mares negros de ilusões, trilhamos por caminhos pedregosos e repletos de espinhos, penetramos nas sendas mais profundas do esquecimento. Chegamos ao ponto de esquecer que Deus existe, que Jesus é amor e vida e que Nossa Senhora nos protege com seu manto sagrado. Acordei... até que enfim lembrei que toda vida fui altivo, firme, determinado e que não havia sido abandonado por nenhum anjo e muito menos pela Santíssima Trindade. Abandonei o barco daqueles "amigos" e tomei outro rumo pelo mar da vida, em busca de calmarias e de um porto mais seguro. Naveguei milhas e milhas até encontrar-me novamente, até acordar para a vida, para Deus, para meus filhos e netos e para as pessoas que me amam verdadeiramente. Obrigado, Senhor! 6/9/2005 FOME A DOR QUE DÓI DEMAISFOME: A dor que dói demais Aníbal Nunes
Até parecem campos de concentração, as favelas espalhadas pelo país afora, com milhares de brasileiros passando fome e morrendo à míngua, pela falta de assistência médica, condições dignas de moradia, educação e trabalho. Os governantes riem da miséria de cada um, como se fosse motivo de gozação. Camuflam a absurda realidade, mentindo e pregando uma política suja. Trabalhadores perambulam pelas ruas em busca dos seus direitos inalienáveis e esbarram diante das portas das fábricas, cansados e exaustos de fome, na tentativa de encontrar o caminho seguro e definitivo. A procura de um emprego é o mais simples objetivo que eles pretendem atingir, mas, infelizmente, só encontram nos painéis empoeirados, frios e desumanos, dizendo: "Não há vagas". É vergonhoso o quadro de miséria dos brasileiros e, mais vergonhosa ainda, a situação a que os trabalhadores foram submetidos nos ultimos anos. Com a falta de alternativas, só há um caminho. A marginalização. É preciso que os empresários, comerciantes e instituições governamentais, busquem soluções a curto prazo para conter esse índice alarmante de desnutrição e morte selvagem. Que sejam confiscados os bens dos políticos ladrões para que a grande soma de bilhões de dólares desviada dos cofres públicos, sirva para implementação de projetos agrícolas, ou, pelo menos, para saciar a fome de milhões de brasileiros. É preciso que o Poder Judiciário tome medidas severas e puna os assaltantes engravatados, os políticos canalhas, sonegadores e corruptos que só levaram o Brasil ao caminho da dependência absoluta. É inconcebível um cidadão, pai de família, sobreviver com o mísero salário mínimo estabelecido pelo Governo e uma inflação galopante que corrói diariamente essa ninharia. Os deputados ganham acima de 30 mil reais por mês, (sem falar nas gorjetas que surgem de toda parte). O que apenas um deles recebe, daria para sustentar 200 famílias. É por isso que a fome campeia sem piedade, atingindo a grande maioria dos brasileiros, principalmente, crianças indefesas e inocentes. É preciso que nas próximas eleições, a população dê um basta nessa situação covarde e imunda, derrubando os crápulas peçonhentos que envergonham e empobrecem, cada vez mais, a Nação. Eu não diria que votar em branco seria a solução, mas, votar em pessoas comprometidas com as camadas carentes da população: os oprimidos, indefesos, miseráveis, descamisados e famintos. Não vote nunca mais em ladrões, mentirosos, covardes, ou naqueles que fogem da raia, na hora que você mais precisa. Vote sério! Passe o Brasil a limpo! Não se venda por nada. Vote, mas, vote prá valer! RACIONAIS?!por: Aníbal Nunes
Os homens, que tiveram o privilégio de vir ao mundo dotados de inteligência, não estão sendo capazes de usar o senso para beneficiar a humanidade. Desde a formação do mundo que eles vêem criando meios para sua própria destruição. Descobriram o metal, forjaram lanças e facões, promoveram guerras sangrentas, ceifaram milhões de vidas, aperfeiçoaram armamentos e continuaram matando inocentes a fim de satisfazer o instinto sanguinário. Conquistaram terras, cidades, nações, criaram a bomba atômica, destruíram Hiroshima e Nagasaki, no Japão. Não satisfeitos, inventaram a bomba nuclear, capaz de tirar a terra do eixo, mísseis tomahawk, jatos com ogivas nucleares, aviões capazes de romper a barreira do som, metralhadoras que cospem mil balas por minuto, lança-granadas, bombas com gases venenosos e mil outras máquinas mortíferas. Por que eles vivem rebuscando, nas sendas mais profundas da ciência e da tecnologia, condições para se auto-destruir? Por que investem bilhões de dólares em armamentos e não matam a fome do mundo? Será que ainda não perceberam que, somente na África, milhões de crianças famintas e desnutridas estão morrendo à mingua? Será que ainda não notaram que a humanidade está morrendo por falta de cuidados com a saúde? Onde estão eles que ainda não viram o quanto a AIDS toma proporções gigantescas? Quando será que vão tomar providências contra o aborto, drogas, marginalidade, prostituição de menores, assaltos, sequestros, violência nas escolas, nos campos, nas ruas? De que valeu o avanço tecnológico se o próprio homem vem ceifando vidas inocentes, destruindo cidades inteiras, metralhando multidões, construindo armas, abrindo trincheiras e avançando contra a humanidade? Dessa forma, com tantos homens com instintos selvagens, não se pode acreditar que o reino animal se divide nas categorias racional e irracional. O bicho homem é bem mais feroz do que parece e, sobretudo, o pior dos animais. O inferno é aquí mesmo na terra, onde milhares de seres endemoniados ceifam milhões de vidas, apodrecem rios e mares, poluem a atmosfera e destroem a humanidade. "Que Deus seja louvado e tenha piedade de todos". 5/26/2005 MEU ANJO DA GUARDAMEU ANJO DA GUARDA por: Aníbal Nunes
No dia em que nasci você apareceu e disse que iria me proteger por toda a vida, guiar meus passos, seguir meu caminho, iluminar minhas trilhas e veredas. O que houve, meu anjo, minha proteção, meu escudo? Porque você está tão distante de mim? Sinto um peso enorme nos ombros e uma angustia sem fim. Vejo túneis negros em minha frente, nuvens carregadas, poeira, espinhos, garranchos e pedregais nessa estrada sem fim. O que aconteceu meu anjo da guarda? Porque ficaste furioso comigo? Diga-me onde foi que errei e que mal eu fiz? Sempre fomos bons parceiros e amigos verdadeiros. Livraste-me das mais negras escuridões e dos mais terríveis inimigos, consolastes o meu padecer nas horas de tormento, de pranto e de dor, quando os meus amados pais e meu irmão se foram para a Glória do Pai, amparaste os meus filhos desde o nascimento até hoje e creio que até a eternidade, puseste flores em meu caminho e ensinaste-me a superar as barreiras e tempestades da vida. Porque então, de repente, ergues as asas e arranca-as como se a tarefa tivesse terminado? Será que vais embora e vais me deixar aqui sozinho? Não vês que sou frágil e começo a descer o outro lado dos degraus da vida? Espere que termine a minha tarefa, conclua meus atos e defina minhas trajetórias. Ainda tenho muitos afazeres aqui na terra, muitas atribuições me foram dadas e não posso deixá-las no meio do caminho. Meu querido Anjo da Guarda, eu não tenho forças para enfrentar a dificil tarefa de viver sozinho aqui na terra. Preciso dessa luz que irradias, dessa força que exprimes e desse dom maravilhoso de amar o mundo, as pessoas. Preciso desse alimento para purificar minh'alma e me tornar cada vez mais sincero, amigo e companheiro de todas as horas. Preciso de você meu amado Anjo Gabriel. Preciso de um anjo com asas fortes, com semblante guerreiro e defensor, um anjo otimista, leal e pacificador. Não posso aceitar um anjo com asas partidas, sem força determinada, sem luz, sem paz, sem amor, sem vida. A FOME NO MUNDO
Autor da reportagem e foto: Aníbal Nunes Matéria publicada em jornais do Brasil e no Flórida Review de Miami Longe vão as esperanças do povo pobre e oprimido. O massacre da classe humilde pela selvageria dos capitalistas do mundo é um fato que vem aterrorizando a massa humana. É insuportável a situação dos povos do mundo inteiro. As guerras nao páram, as indústrias produzem dez vezes mais "armas" do que "alimentos". Milhares de seres humanos estão morrendo de fome em todo o planeta e ninguém faz ou diz nada. A miséria tomou conta do mundo inteiro e os homens cruzam os braços, fingem não saber ou se acham incapazes de contribuir com soluções. Paulo Afonso viveu em 1989 uma situação muito incômoda. O fato inédito de uma criança estar sendo amamentada por uma cadela, desde o primeiro ano de vida, tomou conta de todos os meios de comunicação da região, das associações de bairros, dos grupos religiosos e de toda sociedade. O caso foi registrado por mim, no dia 9 de janeiro de 1989, às 9:00 horas. Segundo informações de dona Izaura Lopes de Oliveira, avó do garoto, tudo começou quando sua nora, Maria Irene da Conceição, fugiu para São Paulo com um amante, deixando as cinco crianças, todas com menos de oito anos, com o pai José Lopes de Oliveira. Este, por sua vez incapacitado de cuidar das crianças, entregou-as para sua mãe dona Izaura, uma senhora com mais de setenta anos de idade, doente, extremamente pobre, a qual passava a maior parte do seu tempo coletando vágens de algaroba, para trocar por alimentos. Dona Izaura sentiu-se bloqueiada com a grande tarefa de cuidar dos cinco netos. Sozinha, era obrigada a deixar as crianças trancadas, para poder ir em busca de alimentos. A única companhia das crianças era uma cadela recém-parida. Normalmente dona Izaura trazia alguns alimentos para os netinhos e o menor deles, Alberto Lopes de Oliveira "Bebeto", era o único que não demonstrava sinais evidentes de fome. Ainda engatinhando, ele tinha mania de ficar embaixo da improvisada cama (uma porta velha sobre tijolos) onde a cadela amamentava seus filhotes. Bebeto foi amamentado por sua mãe dona Irene, até os nove meses, fato este que justificou indiscutivelmente, o próprio instinto natural de ver a atitude dos filhotes da cadela, sentindo o cheiro do leite, fazia o mesmo. A cadela adotou Bebeto sem nenhuma reação contrária. Dona Izaura só percebeu o fato, quando vinha chegando de mais um dia de muita luta e sem nada nas mãos. Ao adentrar no barraco observou que Bebeto estava embaixo da cama. Tentou retirá-lo e viu imediatamente a reação da cadela, como se já fosse mãe adotiva da criança. O tempo foi passando e dona Izaura não encontrava saída. Procurou o posto do INAN, a sede da LBA, o Programa de Distribuição de Leite da Prefeitura e não conseguiu absolutamente nada. Cansada de tanto "NÃO", resolveu deixar o garoto mamar na cadela e disse: "antes nela, do que morrer de fome". FALTA DE SOLIDARIEDADE Dona Izaura argumentou: "É difícil viver num lugar onde o povo não tem amor ao próximo, não ajuda um irmão, não ampara sequer, os inocentes. Meu barraco está caindo. No dia que chove, molha mais dentro, do que fora. Eu tenho medo dessas paredes caírem e matar todos nós. Às vezes acordo no meio da noite e fico pensando como é que vai ser o dia de amanhã. Não tenho INSS, não tenho trabalho certo e, com a minha idade, não sou aposentada. Dos dez filhos que tenho, nenhum tem condição de me ajudar".A Gazeta de Paulo Afonso, atual Gazeta da Bahia, procurou mais informações a respeito do relacionamento de Bebeto com a cadela e dona Izaura disse o seguinte: "Olhe, ele não dá um passo sem que ela não vá atrás, passam o dia inteiro bricando e se imitando. Às vezes ele dorme com a cabeça na barriga dela. Quando ele mamava diariamente nela, bastava ele mostrar o canto da parede que ela já deitava. Agora ele já está com quatro aninhos e fica acanhado. Já está entendendo que não é certo, mas se alguém pedir, ele mama à vontade. A minha filha que mora comigo, com o marido e a menina deles, me ajudam muito. Mas, como meu genro está parado, fica difícil. A mãe de Bebeto não manda nenhum centavo para mim cuidar deles. Um dia desses, ela mandou um cartãozinho de natal, mas papel não enche barriga. Ela nem se lembra, que deixou cinco filhos comigo". Numa conversa franca questionei qual seria o seu maior desejo e dona Izaura num tom bem mais forte: - Eu gostaria que os homens de Paulo Afonso me ajudassem a terminar o meu barraco, me dessem uma aposentadoria e um trabalho para o meu genro, porque assim a gente vai poder comprar pão e leite para essas crianças e deixar de ouvir tanto "NÃO". UMA FERIDA ABERTA NA SOCIEDADE Em conversa com o então bispo diocesano de Paulo Afonso, Dom Mário Zanetta, hoje falecido, obtive a seguinte opinião: "Eu penso que divulgar um caso desses é como abrir uma chaga. É expor uma ferida aberta na nossa sociedade para que os samaritanos que nela houver, possam curá-la. É certo que uma ferida dói. E uma ferida aberta desse tipo nos incomoda, mas é necessário que a vejamos, a fim de que possamos acolher o sofredor, ser solidários com ele e lembrar que enquanto nós, "tudo temos", muitos não tem nem o necessário para sobreviver. Eu espero que esta lição seja, como uma tomada de consciência da dura realidade de suaas feridas, algumas conhecidas e aberta como esta, que a imprensa está divulgando, outras feridas ainda escondidas e dolorosas que nós no desejo de servir como cristãos, devemos ir descobrindo e curando, para que possamos ter um ano novo e um mundo melhor.OPINIÃO DE UM PEDIATRA O médico pediatra, Roque Manoel de Oliveira, definiu seu ponto de vista a respeito do problema do garoto. Disse ele: "Eu acho que partindo do princípio de que o animal esteja saudável, não corre nenhum risco de doenças, pois, temos casos de crianças alimentadas com leite de jumenta e outros animais. O problema que aí se verifica é mais de ordem social, o que torna a ser um caso extraordinário e comovedor onde a sociedade e os órgãos filantrópicos, busquem soluções imediatas, no sentido de ajudar à família".PORQUE NÃO ME OUVISTE MÃEZINHA?PORQUE NÃO ME OUVISTE MÃEZINHA? Mãezinha, eu gritei tanto quando você tentou me extrair de qualquer jeito... Gritei quando você tomou remédios, quando disse que estava grávida e aquilo era a última coisa que você queria. Chorei porque me rejeitaste e me tiraste do teu ventre como se eu fosse um pedaço podre a te incomodar. Chorei porque o coro de anjos que esteve sempre ao meu lado, dizia que eu não veria minha mamãe e a gente até brigava por isto. E eu, coitadinha, inocente, nem imaginava que você fosse capaz de me matar asfixiada com remédios, venenos e chás amargos. Chorei baixinho para não te acordar. E, confesso, se algumas vezes te assustei com meus gemidos e meus pontapés, é porque eu estava assustada e sabia que não ia resistir. O anjos não saíram de perto de mim um só instante. Eles me deram força e esperaram para me levar. Afinal, você sabe mãezinha, que minhas asas ainda não tinham crescido o suficiente para me levarem para o céu. Eu tive que ir no colo dos outros, cortando plumas, nuvens carregadas e brisa suave por este infinito azul. Mãezinha, agora estou no céu, ao lado do Pai, rodeada pelos coleguinhas que foram me buscar lá dentro daquele lixo que você me jogou. Mas, contudo, não se preocupe porque fiquei toda suja de terra, ciscos e garranchos. A brisa suave e a chuva que caiu naquele dia me banharam e o Pai me recebeu de braços abertos e feliz. Eu sinto muito ter gritado tanto e você não ter me ouvido. Sinto muito ter chorado e você não ter sentido o meu pranto. Sinto muito ter mexido tanto em teu ventre, mas, desculpe-me. Era pura emoção e eu estava intensamente nervosa com o que estavas fazendo. Neste momento, mãezinha, o que mais sinto é vontade de te ver, te abraçar, te beijar e dizer que te amo e te perdôo. Seria bom que eu estivesse aí contigo mas, já que estou aquí, vou velar por você, vou te ajudar a ser feliz, vou te proteger, porque te amo de todo jeito e tenho pena de você. O que me assusta e peocupa é que no Juízo Final, meu Pai Celestial não deixe que tu me vejas. Adeus, mãezinha. ABORTO NO TELHADOMatéria publicada na Gazeta da Bahia Dia 14 de março de 2002, por volta das 20:00 horas, recebí um telefonema de uma senhora, informando que um bebê abortado havia sido jogado no telhado da residência nº 294 da Rua Monsenhor Magalhães, pertencente ao casal João Lucas Martins e Graziela de Souza Martins. Nos deslocamos para lá e constatamos que se tratava de um garotinho de aproximadamente 6 meses, 1500 gramas de peso. Na rua, defronte à casa, uma multidão de curiosos aguardava a chegada da imprensa e da polícia civil. Com a permissão do casal Zito e Dóris, subimos pelo prédio lateral e, com uma vara, o policial civil resgatou o pequeno bebê, já sem vida, com dois ferimentos na cabeça, consequente da pancada no telhado. Uma criança bem formada, perfeita, que poderia ter sido gerada normalmente e depois deixada no próprio leito do hospital, caso a mãe não tivesse interesse em criar. Os agentes da Polícia Civil fizeram levantamento e estão nas buscas para identificação da autora do crime. Existem vestígios e, baseados neles, os investigadores estão procedendo uma varredura em toda a área. A criança foi submetida a exame de corpo de delito e coleta de sangue para exame de DNA, caso seja necessário. Se por ventura a mãe for encontrada, pagará na justiça pelo crime que cometeu. Segundo informações do casal João Lucas e Graziela proprietários da casa onde foi lançado o corpo da criança, por volta das 16 horas ouviram uma pancada no telhado. Foram verificar o que havia ocorrido e constataram que se tratava de uma criança. Acionaram o telefone, chamaram a Polícia Civil e a imprensa para registrar o fato de natureza covarde. Em pouco tempo a área estava lotada de curiosos. A maioria das pessoas presentes nop resgate, ficou indignada com a ação selvagem da mãe do bebê e pediu que a justiça tomasse providências para evitar que outros casos dramáticos como este voltem a acontecer. Anjo adotado Raros são os animais capazes de parir e devorar suas crias. A maioria cuida, protege e ama com fervor. Baseado nessa ótica, questionamos: por que muitas mulheres devoram, trucidam corpos indefesos, envenenam, matam e abortam suas crias? Podemos classificar essas pessoas como irracionais? Por que uma mãe além de envenenar seu próprio filho e abortá-lo, joga-o sobre o telhado de uma casa como se fosse restos de galinha lançados aos urubus? Não podemos aceitar, calados, situações desse tipo. Não podemos ser a favor do aborto, e muito menos do descaso e da covardia de gente que não tem respeito pelo ser humano. Se aceitarmos essa condição, em pouco tempo estaremos vendo corpos espalhados pelas ruas, lançados nos latões de lixo, esgotos e fábricas de velas e sabões. Precisamos fazer vibrar bem alto o grito dos inocentes, ecoar pelos quatro cantos do mundo o clamor dos pequeninos que não puderam vir ao mundo por causa da sanha de mães assassinas, despudoradas e covardes. O mundo precisa de vivos e não de mortos. Lembro-me do momento em que tomei aquele corpinho em minhas mãos e senti que irradiava uma luz diferente. Como não havia nenhum paninho para cobrir seu corpo nu, cobri-o com o papel da caixa de sapatos em que o coloquei e pedi ao policial que lhe desse um repouso digno. Sem palavras, falando com o coração, pedi a Deus que cuidasse daquela criaturinha abandonada, a quem, tristonho e calado, roguei que se tornasse mais um anjinho de minha guarda. Às vezes penso que esses anjinhos despedaçados e mortos ficam desprotegidos e abandonados lá no Céu. Mas, é ledo engano. Eles são mais poderosos porque estão mais perto de Deus. São mais protegidos porque foram assassinados e abandonados pelas mães. Anjos de asas partidas que foram conduzidos para a Glória do Pai nos ombros dos outros anjos, sob cânticos e sons das trombetas do coro angelical. "Deus te proteja, meu anjinho abortado". OLÁ MÃEZINHA Eu já estava com seis meses de vida, bracinhos, perninhas, todo formado, perfeito, e você não me quis. Nem por um momento pensou em completar o meu ciclo de formação. Faltavam alguns dias para que eu visse a luz do mundo e você preferiu me deixar nas trevas. Faltavam alguns dias para que eu respirasse livre como você, o ar da vida, mas infelizmente você estancou o sopro da vida que Deus me deu; faltava pouco tempo para que você visse a cor dos olhinhos que você mesma gerou e impediu de serem abertos naturalmente; faltava alguns momentos para que me visse sugar o néctar da vida em seu seio, sentindo meu corpinho colado ao seu, fungando devagarinho no seu peito. Faltava um pouco de tempo mais para que me visse engatinhando, sorrindo e tentando dizer ma... ma... mãe... Não consigo entender esse aborto nem porque voc%e me atirou naquele telhado... Se estava tentando fazer com que eu voasse para o céu, não poderia, pois suas mãos podaram minhas asas, sua mente e seu coração cessaram minhas forças, ceifaram minha vida e assim, esfalecido, tonto da pancada nas telhas, não tive forças para pedir a sua ajuda, mamãe. Imagine, forças para subir até o trono de Deus... Foi preciso que um coro de anjos viesse me buscar. Agora, estou no Céu, ao lado do Pai, velando por você e por todas as mães que se livram dos filhos dessa forma covarde e insana. Mãezinha, eu amo você. ENVENENADA NO VENTRE ENVENENADA NO VENTRE Ela ficou grávida e começou a se formar em seu ventre um ser pequenino. Não imaginava que somente naquela transa a natureza fosse capaz de fazer com que ela se tornasse mãe. Ora, foi a primeira vez que praticou sexo com seu namorado e, no momento, não se preocuparam em usar preservativo algum. A criaturinha foi se formando aos poucos e, somente no dia em que faltou a menstruação, ela começou a se preocupar. - "Droga! que mal eu fiz para ficar grávida?" A jovem não praticou nenhum mal, porém esqueceu de aceitar a situação e mais ainda de pedir a Deus que lhe desse forças para enfrentar o problema de frente. Seus pais ficaram decepcionados mas não a incriminaram. Procuraram ajudá-la a aceitar o serzinho que se formava em seu ventre. A jovem contrariou as opiniões e aderiu aos remédios caseiros mas, seu corpo forte e saudável, evitou que seu ciclo menstrual voltasse ao normal. Passaram-se dois, três, quatro meses, e nada de acontecer o aborto. No quinto mês de gestação a jovem tenta outros meios e a criança teimosa, insistente, não correspondia aos desejos malignos da jovem mãe. Após o sexto mês ela começou a sentir que os movimentos da criaturinha eram delicados e carinhosos. A partir daí, começou a desabrochar o amor materno, e a quase mãe deu início ao tratamento pré-natal. Evitou todos os métodos e buscou aceitar a idéia de ser a mais jovem mamãe do bairro nobre em que residia. O namorado que até o momento financiava a prática abortiva, abandonou tudo e iniciou novo romance. A quase mãe seguiu seu destino amparada pelos pais e irmãos. Os últimos meses de gestação passaram mais lento, de modo a preparar aquela jovem debutante para receber o fruto do seu pecado. Até que finalmente chega o dia e os corações de mãe e filho, apertadinhos de mêdo e alegria, resolvem pulsar mais forte. Nasce, enfim, uma belíssima menina quase perfeita. Infelizmente os medicamentos, venenos e drogas ingeridos e aplicados na fase principal de sua gestação, fizeram com que a linda menina nascesse cega, surda, muda e paraplégica. A jovem mãe que tentou evitar os designios de Deus, hoje lamenta e chora o castigo que carregará por todos os caminhos em toda a sua vida. "O aborto é o mais cruel de todos os crimes e os castigos divinos podem durar uma vida inteira". RACIONAIS?! RACIONAIS?! Os homens, que tiveram o privilégio de vir ao mundo dotados de inteligência, não estão sendo capazes de usar o senso para beneficiar a humanidade. Desde a formação do mundo que eles vêem criando meios para sua própria destruição. Descobriram o metal, forjaram lanças e facões, promoveram guerras sangrentas, ceifaram milhões de vidas, aperfeiçoaram armamentos e continuaram matando inocentes a fim de satisfazer o instinto sanguinário. Conquistaram terras, cidades, nações, criaram a bomba atômica, destruíram Hiroshima e Nagasaki, no Japão. Não satisfeitos, inventaram a bomba nuclear, capaz de tirar a terra do eixo, mísseis tomahawk, jatos com ogivas nucleares, aviões capazes de romper a barreira do som, metralhadoras que cospem mil balas por minuto, lança-granadas, bombas com gases venenosos e mil outras máquinas mortíferas. Por que eles vivem rebuscando, nas sendas mais profundas da ciência e da tecnologia, condições para se auto-destruir? Por que investem bilhões de dólares em armamentos e não matam a fome do mundo? Será que ainda não perceberam que, somente na África, milhões de crianças famintas e desnutridas estão morrendo à mingua? Será que ainda não notaram que a humanidade está morrendo por falta de cuidados com a saúde? Onde estão eles que ainda não viram o quanto a AIDS toma proporções gigantescas? Quando será que vão tomar providências contra o aborto, drogas, marginalidade, prostituição de menores, assaltos, sequestros, violência nas escolas, nos campos, nas ruas? De que valeu o avanço tecnológico se o próprio homem vem ceifando vidas inocentes, destruindo cidades inteiras, metralhando multidões, construindo armas, abrindo trincheiras e avançando contra a humanidade? Dessa forma, com tantos homens com instintos selvagens, não se pode acreditar que o reino animal se divide nas categorias racional e irracional. O bicho homem é bem mais feroz do que parece e, sobretudo, o pior dos animais. O inferno é aquí mesmo na terra, onde milhares de seres endemoniados ceifam milhões de vidas, apodrecem rios e mares, poluem a atmosfera e destroem a humanidade. "Que Deus seja louvado e tenha piedade de todos". O FIMO FIM Por que tantas pessoas vivem isoladas em quatro paredes, rodeadas de grades de ferro, portões com controle remoto, cães violentos, vigilância eletrônica e armas de todos os calibres? Onde anda a liberdade dos povos e nações? Ainda será possível encontrarmos paz no planeta, ou será preciso embrenharmo-nos nas florestas e fazendas com medo dos marginais e problemas que atormentam as populações? Hoje, já não existe espaço livre nas grandes cidades, clima de paz nas praças onde antes, crianças, jovens e casais sentavam e se divertiam. É comum vermos bandidos assaltando as pessoas indefesas diante da polícia que nada faz para amenizar esse mal. É comum presenciarmos marginais drogados assaltando bancos, lojas e veículos em plena luz do dia. Tornou-se rotineira a ação selvagem das gangues que aterrorizam a vida dos cidadãos. Os donatários das grandes nações preocupam-se com os arsenais de guerra dos seus paises e esquecem de saciar a fome do povo sofrido, gastam bilhões em tecnologia e abandonam os hospitais, deixando a população morrendo à míngua. A mãe natureza, revoltada com a atmosfera, rios e mares poluidos, suas florestas devastadas e milhões de animais sendo mortos pela ação selvagem do homem, provoca tufões, abalos, enchentes e terremotos. Parece que é o fim do mundo mesmo. As pessoas não acreditam na Força Divina nem se amam como Jesus nos ensinou. A corrida em busca do ouro é violenta, gananciosa e covarde. Nos estádios de futebol, onde todos deveriam fazer um brinde à alegria, travam guerras e se matam uns aos outros, como nas antigas arenas da Grécia. Estamos vivendo o período do estresse, coração disparado, em pânico e aterrorizado com tudo. O mundo pirou e o amor sucumbiu. As pessoas estão ficando egoístas. Porém, ainda há de predominar um por todos e todos por um, mesmo que o mundo chegue a explodir.
MENSAGEIROS DA PAZ
MENSAGEIROS DA PAZ Muitos pastores evangélicos e diáconos que habitam as pequenas igrejas dos bairros periféricos de Paulo Afonso, vez por outra sofrem abusos de pessoas que ainda não acordaram para a vida e tentam impedir o trabalho que eles praticam em suas comunidades. Algumas dessas pessoas acham que o som é estridente, o clamor é ensurdecedor, os "Viva Jesus" incomodam o sono, atrapalham as novelas, acordam as crianças, despertam o silêncio. Essas pessoas passam a atirar pedras nos telhados e a criticar os cultos e reuniões. Esquecem que a barulheira dos carros de som é bem mais perturbadora, os ruidos dos trios elétricos explodem tímpanos. Esquecem que esses nossos irmãos são mensageiros da paz, evangelizadores de ovelhas desgarradas, que recuperam viciados, defendem oprimidos e resgatam aqueles que vivem na sargeta do mundo, à margem da lei, repudiados por toda a sociedade. Esquecem que eles vivem na incessante busca de arrebanhar as ovelhas perdidas, os descamisados, desempregados, sem teto e sem terra. Esquecem que eles caminham pelas veredas mais difíceis desta vida, corrigindo a sociedade, convertendo as pessoas que ainda não encontraram a força soberana da solidariedade humana, a vontade de repartir o pão, o desejo de servir a Deus, as pegadas de Jesus, o caminho do nosso Senhor poderoso e verdadeiro. Essas pessoas precisam meditar a importância do trabalho sério dos evangélicos para uma comunidade. Precisam acreditar no valor das ações benéficas que esses missionários realizam a cada dia, a cada hora, porta a porta, em toda a cidade. Elas precisam respeitar o direito dos evangelizadores para que os seus exemplos sejam seguidos por toda a sociedade. Onde se prega o amor de Cristo, não se prega a maledicência, a selvageria, covardia, injustiça e desamor. Onde se prega o amor ao Pai, não se prega o ódio, a inveja e a violência. É preciso que gente desse tipo, retire do seu coração o instinto selvagem de maldade satânica e comece a pregar o amor à Deus e às suas coisas. Ninguém jamais apedrejou o CPA o COPA, o Olímpico, o Trio Elétrico. Nem deve apedrejar. Por que, então, tanta rejeição a um povo que só fala de Deus?
SEM TETO, SEM NADA Sem teto, sem nada... SEM TETO, SEM NADA. O governo brasileiro nunca criou uma política habitacional que vise beneficiar a classe pobre, nunca pediu apoio do povo e das instituições para buscar medidas amenizadoras. Pelo contrário, quando resolve fazer alguns barracos, como os que se tem observado pelo país afora, estabelece valores impagáveis e prazos intermináveis. Se somente isso não bastasse, os miseráveis ainda contam com altas taxas de água e de luz que assustam a cada mês. O que sobra é muito pouco para pagar a conta da mercearia, o botijão e os bagulhos que compram nos fins de feiras. Estão desnutridos, esmilingüidos e doentes porque nasceram num país extremamente rico, de classe dominante que adora ver a camada carente cada vez pior. Quando a questão é medicamento, a estrutura do cidadão estremece porque ele sabe que medicamento é coisa de rico e somente essa camada tem acesso. O pobre sabe que não pode adoecer porque não tem dinheiro para se tratar. Nas portas dos hospitais, por exemplo, filas e mais filas de miseráveis morrendo à míngua, por falta de assistência médica. O governo, mesmo sabendo que pode solucionar parte dos problemas deixa as famílias de baixa renda viver de forma miserável, porque, prevalecendo essa situação, fica mais fácil transformá-la em votos com cestas básicas e remédios. Uma forma selvagem e covarde de continuar enganando a população. Oxalá, Deus ilumine os homens que dominam o país, para que eles ajudem a minimizar a situação alarmante que desajusta essas pobres criaturas, esses pais de família que não possuem uma singela casinha onde possam esconder seus gravetos de gente, seus pançudinhos que são, sobretudo, os homens que vão construir o Brasil do amanhã. Nem é bom pensar como vai ser este país no futuro. ARMAGEDOM
ARMAGEDOM O fim do mundo está próximo e muita gente ainda tem dúvida dessa realidade. Pestes incuráveis, fome, tempestades, terremotos, abalos císmicos, furacões, guerras e tragédias estão acontecendo sucessivamente. As pessoas esqueceram que esse leque de distúrbios está se ampliando e tornando-se cada vez mais devastador. Esqueceram que há bem pouco tempo os homens tinham medo dos castigos de Deus, e hoje usam e abusam do seu santo nome, maltratam a sua criatura, destruindo rios, lagos, animais e florestas inteiras. Os homens deixaram de amar a Deus sobre todas as coisas e passaram a amar todas as coisas, menos o seu Criador. Inventam guerras, destroem cidades inteiras, soterram vilas, dilaceram corpos inocentes como se fossem bonecos de pano. O famoso médico, poeta, astrônomo, astrólogo e alquimista francês Nostradamus, nascido em 1503, em Nantes, fez mais de mil profecias assustadoras. Previu a morte de Henrique II, rei da França, a execução de Luiz XVI e Maria Antonieta, grandes catástrofes, pestes incuráveis, tragédias, grandes guerras, conflitos entre nações, sucessões de grandes terrremotos e furacões no fim do milênio e muito mais. Será que não estamos às vésperas de um cataclisma? A apreensão dos povos aumenta a cada dia e o cumprimento das terríveis profecias dos textos sagrados começa a tomar proporções assustadoras. A humanidade poderá estar vivendo a chegada dos instrumentos do Armagedon. A grande maioria de místicos e religiosos do mundo inteiro está apreensiva com a chegada do anticristo, apóstolo da maldade, que virá para destruir o mundo. Milhares de falsos profetas, gananciosos e mercenários estão invadindo lares, arrastando multidões e transformando a grande massa em marionetes, fazendo com que muitos deles destruam seus valores religiosos e sigam suas seitas satânicas. O mundo virou, na realidade, uma grande bomba com pavio curto. Basta que dois países entrem em conflito e disparem suas ogivas nucleares para tirar a terra do eixo e dizimar toda espécie. As mensagens da Virgem Maria, os maiores mistérios da Igreja Católica, teve a terceira mensagem ocultada por muito tempo como forma de preservar a tranquilidade dos povos e nações. A 1ª Revelação da Virgem Maria aos pastores portugueses da cidade de Fátima, teria sido uma visão do inferno, relatada pelos pequenos pastores. A 2ª revelação dizia respeito à primeira guerra mundial. A 3ª Revelação constava tantas previsões assustadoras que o Papa João XXIII decretou que as populações fossem poupadas de tão horripilante conteúdo. Dias depois o Papa enviou parte da mensagem aos governos norte-americano, soviético e britânico, alertando-os sobre a corrida armamentista e o possível fim da humanidade. "Sobre toda humanidade virá um grande castigo. Satã chegou até os mais altos postos e determina a marcha dos acontecimentos. Conseguirá seduzir o espírito de grandes sábios que inventarão armas com as quais se poderá aniquilar a metade da humanidade em poucos minutos. Estas armas serão fabricadas em massa. Fogo e fumaça cairão do céu, e tudo o que esteja de pé se afundará. Milhões de homens perderão a vida de hora em hora e os que ficarem vivos naquele instante terão inveja dos que morreram. Posteriormente, a humanidade servirá a Deus como nos tempos anteriores à perversão do mundo."
5/15/2005 Mâezinha, porque você se foi?MÃEZINHA, PORQUE VOCÊ SE FOI? Querida mãezinha: neste dia que é todo teu, lembro com saudades os momentos felizes que viví ao teu lado, sempre querido e adorado. Lembro das muitas noites que ficaste ao meu lado, embalando-me na rede, acariciando meu rosto e cantarolando canções de ninar. Lembro das vezes que deixavas os afazeres e embolavas no chão me fazendo sorrir. Era bem pequeno, gordinho, saudável e forte. O mesmo amor que a mim dedicavas era distribuido com os demais irmãos. Lembro da correria até o curral, cada um com um copo na mão, em cada copo um dedinho de açucar, em busca do leite puro que nosso pai tirava das vacas naquele momento. Lembro do primeiro casaquinho de lã, as alpargatas, as caminhadas no lombo do burro, a corrida atrás dos bodes no alto da serra, o cachorro preferido, o papagaio que cantava e assoviava como gente, os cercados, as árvores frondosas, fruteiras e caminhos por entre a caatinga. Lembro das noites de luar com milhões de estrelas cintilantes, a brisa leve e fria que nos fazia adormecer na calçada alta da casa grande. Lembro dos dias de festa, o São João na roça dos amigos, na casa dos nossos avós, as noites de Natal com os nossos tios e primos, a cacimba e o teu cuidado conosco para que não fôssemos para lá. Lembro dos teus gestos carinhosos com os nossos colegas, a primeira professora, a escola, a igreja, a estação, a feira e também dos castigos que recebíamos por causa das peripécias. A saudade que hoje me invade a alma tem motivo. Te perdemos muito cedo, mas guardamos no coração a tua imagem, tua bondade, teu sorriso e teu eterno contentamento. Começo a pensar nos filhos órfãos neste momento, em busca do amor materno, em busca do carinho que sempre lhe envolveu. Daria tudo para ter-te novamente ao meu lado. Sinto saudades da comidinha caseira, do tempero, da roupinha passada, da casa limpa e brilhante. Vejo-te agora, como antes, na cadeira de balanço, sempre cantarolando para passar o tempo. Vejo-te como antes e me conforto porque tenho certeza que estás no paraíso, olhando e orando por nós. Imagino agora a alegria em muitos lares neste Dia das Mães e recolho-me em prantos porque não estás conosco. Conforto-me porque sei que muitos irmãos também passam pela mesma situação e outros, sequer tiveram o privilégio de conhecer sua mamãe. Neste momento, no mundo inteiro, milhões de crianças estão desamparadas sem a mãezinha para lhes dar carinho e conforto. Muitas estão desnutridas, jogadas ao relento, estropiadas, famintas e morando embaixo de pontes e marquizes. Conforto-me porque te tive por muitos anos e contigo aprendi a viver e lutar, a ser quem sou e a entender que o mundo é mesmo assim. Lamento ter te perdido mas lamento ainda mais pelas mães que choram neste momento a perda dos filhos mortos pela violência e pelas drogas. Lamento as dores daquelas que viram seus filhos enveredando para a marginalidade e a prostituição. Lamento e rogo ao Pai que lhes dê conforto e paz, para que o Dia das Mães seja repleto de luz. Que todas as mães possam ser felizes e todos os lares repletos de alegria e de esperanças. Que cada filho saiba dar o amor que recebeu de sua santa e doce mãezinha, agora e sempre". 5/12/2005 Onde anda a Paz?ONDE ANDA A PAZ? Um dia ouví alguém dizer: "me deixe em paz!". Aquilo para mim não tinha muito sentido porque eu tinha paz e não sabia sequer o que significava não tê-la. Hoje, porém, sei o seu significado e vejo nas ruas, nos guetos, nos becos, nos cabarés, nos campos de concentração, nos presídios, cadeias e penitenciárias a falta que ela faz. Sei como é difícil conseguir encontrá-la em qualquer cantinho desse mundo cruel e insano, repleto de gente má, que fere, deteriora e massacra os pequeninos e grandes cristãos do mundo inteiro, com guerras e mais guerras, conflitos que dizimam populações, fome que campeia pelos campos e vilas, matando inocentes. Agora eu sei porque tanta gente suplica um pouco de PAZ. É salutar que todos nós pensemos em encontrá-la e preservá-la a todo custo, menos ao custo de vidas humanas, de atrocidades, de violência, como estão fazendo os promotores das guerras que acontecem neste momento em várias partes do mundo, dizendo que estão promovendo guerras em busca da paz. Que paz? Países que vivem em constantes conflitos nunca encontrarão a verdadeira paz. Conquistam, apenas, tréguas suficientes para reabastecer os arsenais de guerra, recarregar as armas, afiar as baionetas e recompor as energias. O mundo inteiro vive questionando: "Onde anda a paz?" Os povos esqueceram de Deus, da fé e da solidariedade humana. Tornaram-se cruéis, egoístas, orgulhosos e sem coração. Sequer imaginam que a paz está no meio de nós, entre nossas boas ações, na nossa mão estendida, na divisão do pão com os famintos, na tolerância, na paciência, no amor e na doação. Se todos fôssemos capazes de amar uns aos outros como Deus nos ama e nos ensina, certamente a paz brotaria de dentro do nosso íntimo, do fundo do coração e se espalharia pelos campos e vales do mundo inteiro. Pensando bem, ainda está em tempo de semearmos o restinho de paz existente. Basta que para isso nos doemos de corpo e alma à causa da PAZ. "Glória a Deus nas alturas e Paz na terra aos homens de boa vontade". |
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