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ANIBAL NUNESGazeta da Bahia
7/14/2006 HISTÓRIA DE PAULO AFONSODADOS GERAIS DE PAULO AFONSO Da sesmaria do século XVIII à moderna cidade, representada por um dos maiores parques energéticos da América Latina, Paulo Afonso desponta no cenário turístico como um dos principais portões de entrada para a Região dos Lagos, que agora inaugura uma nova fase no incremento ao turismo aventura e ao ecoturismo. Os roteiros são diversificados e incluem a prática de esportes radicais, trilhas na caatinga, passeio fluvial no cannyon do rio São Francisco e visitas aos pólos de piscicultura. Os interessados em conhecer o processo de transformação da água em energia, podem ainda visitar o complexo hidroelétrico da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco. Paulo Afonso conta com um moderno aeroporto a 6 quilômetros da cidade e uma infra-estrutura turística que oferece cerca de mil leitos, bares, restaurantes e áreas de lazer. A cultura popular e o folclore, assim como a culinária e o artesanato, fazem parte do cardápio desta cidade que tem no surubim, no bode e no capão seus principais ingredientes da comida típica. No folclore, destaca-se a Associação de Cangaceiros de Paulo Afonso que se apresenta durante as principais festas da cidade, encenando as lutas entre o bando de Lampião e Maria Bonita contra as "volantes". As festas juninas, com suas quadrilhas e forrós, também são fortes atrativos para quem quer conhecer a autêntica cultura popular nordestina. NÚMEROS GERAIS Área: 1700,4 km² Clima: Quente e semi-árido Temperatura média: 26°C Altitude: 243 metros acima do nível do mar População: 97.291 habitantes Densidade Demográfica: 57,22 hab/km² Feriados: 28 de julho (Emancipação Política) 4 de outubro (dia de São Francisco de Assis) Distâncias: Salvador: 471 km - Aracaju/SE, 280 - Belém/PA, 1.835 - Belo Horizonte/MG, 1.646 - Brasilia/DF, 1805 - Cuiabá/MG, 2.926 - Curitiba/PR. 2.659 - Florianópolis/SC. 2.956 - Fortaleza/CE. 900 - Goiânia/GO. 2.002 - João Pessoa/PB. 553 - Maceió-AL. 347 - Natal/RN. 730 - Palmas/TO. 2.780 - Porto Alegre/RS. 3.364 - Porto Velho/RO 4.382 - Recife/PE. 443 - Rio Branco/AC. 4.916 - Rio de Janeiro/RJ. 1.923 - São Luiz/MA. 1.448 - São Paulo/SP. 2.236 - Terezina/PI. 898 - Vitória/ES. 1.515 (Guia Quatro Rodas) Garanhuns: 220 Km, Caruaru: 320 km Acesso Rodoviário: BR 101 Limites: Norte: Glória, Sul: Jeremoabo e Santa Brígida, Leste: Rio São Francisco, Oeste: Rodelas Posição Geográfica - Definida pelas coordenadas é de 9º 24 de latitude sul e 38º 14 de longitude de W.Greenwitch. Hidrografia - O Rio São Francisco é o principal acidente geográfico do Município. Em seu leito está localizada a Cachoeira de Paulo Afonso, também chamada de "A Redenção do Nordeste". Usina de Paulo Afonso: Primeira hidrelétrica do Nordeste, inaugurada em Janeiro de 1913, por Delmiro Gouveia e chamava-se Usina Angiquinho. Bandeira - Criada pela Lei nº 161/70, de 20 de janeiro de 1970.
COTAS ALTIMÉTRICAS DE PAULO AFONSO COM RELAÇÃO AO NÍVEL DO MAR (Bairro Tancredo Neves 230m), (Marco Igreja de S. Francisco 243m), (Bairro Centenário 250m), (Fazenda Chesf 261m), (Povoado Caiçara 277m), (Povoado Riacho 307m), (Povoado Salgadinho 316m), (Povoado Serrote 386m), (Povoado Várzea 422m), (Pedra do Roque – Raso da Catarina 440m), (Baixa do Chico – Raso 500m), (Serra do Umbuzeiro - Riacho 507m), (Serra da Canastra - Sta Brígida 571m), (Serra do Brejinho – Jeremoabo 698m). HABITANTES: Segundo o CENSO, Paulo Afonso possui 96.428 habitantes assim distribuidos: POPULAÇÃO RURAL............................................. 13.914 habitantes POPULAÇÃO URBANA........................................... 82.514 habitantes
DISTÂNCIAS DE PAULO AFONSO AOS POVOADOS: AÇUDE 09kms, ALAGADIÇO 30, (ALTO DA ESPORA 18,5, ALTO DO ARATICUM 05, ANGICO 14, ARRASTA-PÉ 21,5 ARUEIRA 27 BAIXA DA ONÇA 42 BAIXA DO BOI 20 BAIXA DO CAMBÃO 22,5 BAIXA FUNDA 34,5 BAIXA VERDE 41 BARRIGA 36 BARRINHA 26 BARRO VERMELHO 38 BATATINHA 24,5 BOGÓ 41,5 BONOMÃO 27 CACIQUE 14 CAIÇARA I 12 CAIÇARA II 14 CAMPOS NOVOS 15 CASA DE PEDRA 23 DUAS BARRAS 14,5 FURNINHA 21,5 GROSSOS 39 IZÍDIO 15 JUÁ 25,5 QUILÔMETRO 50 32 LAGOA DA PEDRA 21,5 LAGOA DO JUNCO 29,5 LAGOA DO RANCHO 37,5 LAGOA DO VICENTE 30 LAGOA GRANDE 40 LAGOA SECA 40 LAGINHA 15 LOGRADOR 28,5 LUDOVICO 15,5 LUIZ 37,5 MACAMBIRA 26 MALHADA DA CAIÇARA 38 MALHADA GRANDE 19,5 MANDU 20 MÃO DIREITA 27 MOSQUITO 39,5 MUCUNÃ 29,5 MURIÇOCA 26 NAMBEBÉ 36,5 OLHO DÁGUA DO PAULO 40,5 PAPAGAIO 41 PEDREZINHA 25,5 PICOS 31 POÇO FUNDO 26 POÇOS 41,5 RIACHO 25 RIACHO GRANDE 24 RIBEIRO 31 RIO DO SAL 16 SABINA 16 SALGADINHO 15 SALINAS 11,5 SALOBRO 34 SANTO ANTONIO 36 SÃO DOMINGOS 20,5 SÃO JOSÉ 40 SERRA DO PADRE 08 SERROTE 33 SÍTIO DO LÚCIO 46 SÍTIO DO TARÁ 39 TABULEIRINHO 36,5 TIGRE 9,5 VÁRZEA 57 VILA MATIAS 06 XINGOZINHO 30. ALGUNS PONTOS TURÍSTICOS A cidade, hoje uma ilha artificial, é privilegiada pela natureza. Além das usinas e represas construídas pelo homem, Paulo Afonso foi agraciada pela natureza com paisagens belíssimas. As formações rochosas, os canyons do "Velho Chico" e a bela visão das cachoeiras, mesmo sem ser época de cheias, são deslumbrantes. Modelo Reduzido - Uma réplica do Complexo Chesf, área de aproximadamente 1.000m2, com a reprodução em escala 1 por 75, de toda a região, onde se encontram Moxotó, PA I, PA II, PA III, PA IV, com a topografia exata. Teleférico - Bondinho que cruza o "canyon", aproximadamente a 100 metros de altura com vista para a Furna dos Morcegos, Cachoeiras e Usinas. Reserva Ecológica Raso da Catarina - Toda recoberta de floresta do tipo caatinga, com variedades de árvores em extinção e com uma belíssima formação rochosa. Tem com destaque a Baixa do Chico, um "canyon" com aproximadamente 12 Km de extensão. Monumento a Castro Alves - Símbolo da liberdade em forma de poesia. Monumento Caminho das Águas - Simboliza o trajeto do rio São Francisco. Uma estrutura feita com tubos de aço pelo artista plástico Aníbal Nunes, situado na Praça das Mangueiras. Parque Belvedere - Homenagem do primeiro decênio aos primeiros Diretores da Chesf. Conhecido como Jardim dos Namorados. Monumento ao Trabalhador - Homenagem aos trabalhadores que construíram as usinas do Complexo Paulo Afonso O Touro e a Sucuri - Símboliza o domínio da natureza pelo homem A Mulher e o Cavalo - Simboliza a água se precipitando sobre as rochas Comportas do Capuxu - Abertas nos períodos de grandes enchentes Saltos do Croatá - Cachoeira belíssima que entra em sintonia com outra de tamanho esplendor: O Véu da Noiva – Formado pela cachoeira principal na Ilha do Urubu de onde se vislumbra a Usina Angiquinho, o monumento a Castro Alves e o bronze colocado por Dom Pedro II. Usina Apolônio Sales - Tem características técnicas diferentes das outras e abriga o "tapete verde", um belíssimo jardim com plantas ornamentais multicoloridas.
USINAS DE PAULO AFONSO PAULO AFONSO I - O aproveitamento hidrelétrico de Paulo Afonso I, integrante do Complexo de Paulo Afonso, localiza-se na cidade de Paulo Afonso, estado da Bahia. A Usina Paulo Afonso I, construída e projetada pela CHESF, está instalada no São Francisco, principal rio da região nordestina, com área de drenagem de 605.171 km2 , bacia hidrográfica da ordem de 630.000 km2, com extensão de 3.200 km, desde sua nascente na Serra da Canastra em Minas Gerais, até sua foz em Piaçabuçu/AL e Brejo Grande/SE. As Usinas Paulo Afonso I, Paulo Afonso II e Paulo Afonso III estão em um mesmo represamento, constituído de uma barragem do tipo gravidade em concreto armado, com altura máxima de 20 m e comprimento total da crista de 4.707m, associado às estruturas de concreto tais como: 01 (um) vertedouro do tipo Krieger, com descarga livre; 04 (quatro) vertedouros de superfície, com comportas vagão; 01 descarregador de fundo; 2 drenos de areia; tomada d’água e casa de força subterrâneas, escavada em rocha sólida, com profundidade aproximada de 80 m. A Usina Paulo Afonso I é constituída de 3 unidades geradoras acionadas por turbinas Francis, com potência unitária de 60.000 kW, totalizando 180.000 kW. A energia gerada é transmitida por uma subestação elevadora com 09 transformadores de 22,5 MVA cada um, que elevam a tensão de 13,8 kV para 230 kV. A partir desse ponto é feita a conexão com o sistema de transmissão da CHESF através da Subestação Paulo Afonso - 230 kV. PAULO AFONSO II O aproveitamento hidrelétrico de Paulo Afonso II, integrante do Complexo de Paulo Afonso, localiza-se na cidade de Paulo Afonso, estado da Bahia. A Usina Paulo Afonso II, construída e projetada pela CHESF, está instalada no São Francisco, principal rio da região nordestina, com área de drenagem de 605.171 km2 , bacia hidrográfica da ordem de 630.000 km2, com extensão de 3.200 km, desde sua nascente na Serra da Canastra em Minas Gerais, até sua foz em Piaçabuçu/AL e Brejo Grande/SE. As Usinas Paulo Afonso I, Paulo Afonso II e Paulo Afonso III estão em um mesmo represamento, constituído de uma barragem do tipo gravidade em concreto armado, com altura máxima de 20 m e comprimento total da crista de 4.707m, associado às estruturas de concreto tais como: 01 (um) vertedouro do tipo Krieger, com descarga livre; 04 (quatro) vertedouros de superfície, com comportas vagão; 01 descarregador de fundo; 2 drenos de areia; tomada d’água e casa de força subterrâneas, escavada em rocha sólida, com profundidade aproximada de 80 m. A Usina Paulo Afonso II é constituída por 6 unidades geradoras acionadas por turbinas Francis, sendo 2 unidades com potência unitária de 70.000 kW, 1 unidade com potência unitária de 75.000 kW e 3 unidades com potência unitária de 76.000 kW, totalizando 443.000 kW. A energia gerada é transmitida por uma subestação elevadora com 18 transformadores dos quais 09 são de 30 MVA cada um e o restante, são de 25 MVA cada um, que elevam a tensão de 13,8 kV para 230 kV. A partir desse ponto é feita a conexão com o sistema de transmissão da CHESF através da Subestação de Paulo Afonso - 230 kV. PAULO AFONSO III - O aproveitamento hidrelétrico Paulo Afonso III, integrante do Complexo de Paulo Afonso, localiza-se na cidade de Paulo Afonso, estado da Bahia. A Usina Paulo Afonso III, construída e projetada pela CHESF, está instalada no São Francisco, principal rio da região nordestina, com área de drenagem de 605.171 km2 , bacia hidrográfica da ordem de 630.000 km2, com extensão de 3.200 km, desde sua nascente na Serra da Canastra em Minas Gerais, até sua foz em Piaçabuçu/AL e Brejo Grande/SE. As Usinas Paulo Afonso I, Paulo Afonso II e Paulo Afonso III estão em um mesmo represamento, constituído de uma barragem do tipo gravidade em concreto armado, com altura máxima de 20 m e comprimento total da crista de 4.707m, associado às estruturas de concreto tais como: 01 (um) vertedouro do tipo Krieger, com descarga livre; 04 (quatro) vertedouros de superfície, com comportas vagão; 01 descarregador de fundo; 2 drenos de areia; tomada d’água e casa de força subterrâneas, escavada em rocha sólida, com profundidade aproximada de 80 m. A Usina de Paulo Afonso III possui 4 unidades geradoras acionadas por turbinas Francis, com potência unitária de 198.550 kW, totalizando 794.200 kW. A energia gerada é transmitida por uma subestação elevadora com 12 transformadores de 80 MVA cada um, que elevam a tensão de 13,8 kV para 230 kV. A partir desse ponto é feita a conexão com o sistema de transmissão da CHESF através da Subestação de Paulo Afonso - 230 kV, donde partem 04 circuitos de LT’s - 230 kV para o Sistema Regional Sul (Salvador), 04 circuitos de LT’s - 230 kV para o Sistema Regional Leste (Recife), 05 circuitos para o Sistema Regional Norte (Fortaleza) e uma interligação com a SE - Paulo Afonso IV - 230/500 kV, constituindo-se assim no principal nascedouro dos corredores de linhas de transmissão do Sistema CHESF. PAULO AFONSO IV - O aproveitamento hidrelétrico Paulo Afonso IV, integrante do Complexo de Paulo Afonso, encontra-se localizado na cidade de Paulo Afonso, estado da Bahia. A Usina de Paulo Afonso IV está instalada no São Francisco, principal rio da região nordestina, com área de drenagem de 605.171 km2 , bacia hidrográfica da ordem de 630.000 km2, com extensão de 3.200 km, desde sua nascente na Serra da Canastra em Minas Gerais, até sua foz em Piaçabuçu/AL e Brejo Grande/SE. Esta usina recebe água do reservatório de Moxotó através de um canal de derivação. A água turbinada em conjunto com a água turbinada em Paulo Afonso I, II e III, segue pelo canyon para a Usina de Xingó. O represamento de Paulo Afonso IV é constituído de barragens e diques de seção mista terra-enrocamento num comprimento total de 7.430 m e altura máxima de 35,00 m; estruturas de concreto num cumprimento total de 1.053,50m compreendendo: vertedouro com 8 comportas tipo de crista/controlado, com capacidade de descarga de 10.000 m3/s, tomada d’água, casa de máquinas do tipo subterrânea com 6 unidades geradoras cada uma, com capacidade nominal de 410.400 kW, totalizando 2.462.400 kW. A energia gerada é transmitida por uma subestação elevadora, com 18 transformadores monofásicos de 150 MVA cada um, que elevam a tensão de 18 kV para 500 kV. USINA APOLÔNIO SALES O aproveitamento hidrelétrico de Moxotó, encontra-se localizado no município de Delmiro Gouveia - AL, à 8 km da cidade de Paulo Afonso - BA. Integrante do Complexo de Paulo Afonso, a Usina Apolônio Sales localiza-se cerca de 3 quilômetros a montante da barragem Delmiro Gouveia, de modo que a água turbinada em suas máquinas, aciona também as Usinas de Paulo Afonso I, II e III. Num segundo desnível em cascata e através de um canal escavado a partir de sua margem direita, o reservatório de Moxotó fornece a água necessária ao acionamento da Usina de Paulo Afonso IV, que se situa em paralelo ao mesmo. A Usina de Apolônio Sales, construída e projetada pela CHESF, está instalada no São Francisco, principal rio da região nordestina, com área de drenagem de 605.171 km2 , bacia hidrográfica da ordem de 630.000 km2, com extensão de 3.200 km, desde sua nascente na Serra da Canastra em Minas Gerais, até sua foz em Piaçabuçu/AL e Brejo Grande/SE. O represamento de Moxotó consta de uma barragem mista terra-enrocamento, com altura máxima de 30 m e comprimento total da crista de 2.825m, associado às estruturas de concreto tais como: 01 (um) descarregador de fundo, 01 (um) vertedouro com descarga controlada dotado de 20 comportas do tipo setor, com capacidade máxima de descarga de 28.000 m3/s e casa de força com 4 unidades geradoras, acionadas por turbinas Kaplan, cada uma com 100.000 kW, totalizando uma potência instalada de 400.000 kW. A energia gerada é transmitida por uma subestação elevadora com 06 transformadores de 80 MVA que elevam a tensão de 13,8 kV para 230 kV. USINA PILOTO - O aproveitamento hidrelétrico Piloto, está localizado na cidade de Paulo Afonso, estado da Bahia. A Usina Piloto, construída e projetada pela CHESF, está instalada na margem esquerda do riacho do Gangorra, com aproveitamento do braço do Capuxu, a cerca de 500 m da margem direita do rio São Francisco. O represamento de Piloto consta de uma barragem de gravidade em alvenaria de concreto ciclópico, com 150,00 m de comprimento e 4,00 m de altura; sangradouro do tipo livre com vertimento por sobre os flash-boards de madeira; tomada d’água dotada de duas comportas metálicas e respectivos maquinismo de manobra; sala de máquinas com 01 unidade geradora, acionada por uma turbina Francis de 2.000 kW, cujo controle de vazão de alimentação é feito através de válvulas tipo borboleta. O sistema utilizado para disponibilizar a energia gerada é composto por um Transformador Elevador de 2000 kVA, que eleva a tensão gerada de 2,4 kV para 13,8 kV, conectando-se ao barramento de 13,8 kV dos Serviços Auxliares da Usina Paulo Afonso III. NOSSA HISTÓRIA - EMANCIPAÇÃO POLÍTICA Texto de Antônio de Pádua Santos Salgado A emancipação de Paulo Afonso surgiu por força do seu progresso. Em 15 de março de 1948, o Governo Federal - Presidente Eurico Gaspar Dutra, criou a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - CHESF, com a finalidade de aproveitar o potencial energético da Cachoeira de Paulo Afonso. Em torno das instalações do acampamento da Chesf surgiu uma aglomeração urbana que se desenvolveu a ponto de se tornar o centro mais populoso, de maior renda e o grande suporte das atividades administrativas da série do município - Glória. Graças ao seu desenvolvimento, a 30 de dezembro de 1953, por força da Lei Estadual de nº 62, passa a distrito. Paulo Afonso tinha tudo pra se tornar cidade, então Abel Barbosa e Silva lançou a campanha "Vamos emancipar Paulo Afonso". Esta campanha coincidiu com a época das eleições para renovação da Câmara Municipal e para Prefeitura de Glória. Abel lança-se candidato a vereador representando o distrito de Paulo Afonso, muitos outros candidataram-se com o mesmo objetivo. Desses, 4 conseguiram eleger-se por Paulo Afonso: Abel Barbosa-PTB, Moisés Pereira-PTB, Otaviano Leandro de Morais-PSB e Hélio Morais Medeiros (Hélio Garagista)-UDN. Apesar das divergências político-partidárias uniram-se em torno da luta pela emancipação. Numa Câmara composta por nove vereadores, seriam necessários 6 votos (quórum qualificado) para a aprovação do projeto da autoria do vereador Abel Barbosa. Com muito empenho conseguiram, além dos 4 votos que tinham, os votos dos vereadores Amâncio Pereira e Adauto Pereita - conhecido por Adauto Cearense -, pai do professor José Maria. No dia da votação da Câmara, mês de março de 1956, Moisés Pereira que sofria de problemas renais, teve 3 crises e foi preciso prorrogar a hora da votação, quando Moisés Pereira melhorou e pode ir votar, então aconteceu a vitória. A luta foi árdua, algumas famílias da velha Glória se opunham à emancipação de Paulo Afonso, assim como a própria Chesf. As perseguições foram muitas, as reuniões para tratar o assunto tinham que ser feitas secretamente. Abel chegou a sofrer uma tentativa de assassinato, em frente ao cinema que havia onde funcionava a Casas Pernambucanas, Av. Getúlio Vargas. Escapou graças a intervenção de Josias Lima (irmão do ex-vereador Batomarco) Xerém. Da primeira reunião secreta participaram: Luiz Inocêncio Lima (pai do vereador Xerém), Antônio Neto, João Marcineiro, João Sapateiro, Hortêncio e Risalva Toledo (a única mulher a participar da luta pela emancipação). Vencida a batalha em Glória, partiram para a Assembléia Legislativa do Estado - na época não havia plebiscito, quem decidia tudo era a Assembléia. Lá não contavam com uma representação suficiente para a aprovação do projeto, mobilizaram então a comunidade fazendo com que muitas pessoas enviassem telegramas aos Deputados pedindo apoio. Cópias desses telegramas foram levados por Abel à Assembléia como forma de pressionar os Deputados. Abel conseguiu firmar um compromisso com o Deputado Otávio Drumond, também do PTB e autor do projeto na Assembléia. Com muito trabalho e com o apoio desse Deputado, conseguiu o apoio, além de alguns Deputados do PTB, do Deputado Antônio Carlos Magalhães - atual Senador - que sendo o líder da UDN conseguiu os votos dos Deputados do seu partido, do líder do governo na época - Governador Antônio Balbino, do Deputado Lomanto Júnior, do Deputado Valdir Pires, do Deputado Josaphat Marinho. É interessante frisar que o grupo obteve apoio de partidos adversários do PTB, como a UDN, por exemplo. O projeto de emancipação de Paulo Afonso, chegou a desaparecer da Assembléia Legislativa e o grupo teve que reconstituí-lo, pois estavam atentos a tudo. Finalmente, a 13 de julho de 1958 o projeto foi aprovado e Paulo Afonso conseguiu a sua Emancipação Política em 28 de julho de 1958. Por exigência do povo, Abel foi candidato a prefeito, competiu inicialmente com 3 candidatos: José de Oliveira Matos (Marotinho da Farmácia - tio de Tico), Otaviano e Adauto Pereira. A Chesf, intocável e toda poderosa, não tinha interesse na eleição de Abel, achavam seus dirigentes que ele já havia incomodado demais, além disso pertencia a um partido de trabalhadores - o PTB. Abel conseguiu que Getúlio Vargas - presidente da república na época e visitando Paulo Afonso - contrariasse a programação estabelecida e fosse ao Sindicato dos Trabalhadores que funcionava de maneira improvisada na Av. Getúlio Vargas. A medida que crescia a candidatura de Abel aumentava a pressão da Chesf que chegou a demitir muitas pessoas que o apoiavam, como por exemplo: Gilberto da voz do Povo, José Francisco de Cordeiro (Zezito do Fórum), Eliodário. Só não impediram a sua candidatura por que ele contava com o apoio do Governador do Estado e de Deputados da Assembléia estadual. A Chesf resolveu então investir em Otaviano, por considerá-lo mais maleável e conseguiu que Adauto desistisse da candidatura e apoiasse Otaviano. Perseguindo os trabalhadores e manipulando a própria Justiça Eleitoral, derrotando assim o grupo de Abel. Otaviano Leandro de Morais foi o primeiro Prefeito da cidade de Paulo Afonso. BRASÃO, BANDEIRA E HINO - Conheça o hino e o que significa cada um dos elementos que compõem o brasão e bandeira de Paulo Afonso CÂMARA MUNICIPAL DE PAULO AFONSO Lei n° 100, de 7 de dezembro de 1965 Dispõe sobre a criação do BRASÃO DE ARMAS do Município de Paulo Afonso Art. 1°. - Fica criado o Brasão de Armas do Município de Paulo Afonso que passará a ter a seguinte descrição Heráldica e Elucidário: Descrição Heráldica Escudo português, partido e cortado, formando três campos distintos. No primeiro, um chefe de goles (vermelho) carregado de uma estrela de prata, complementado de um fundo de sable (preto), deixando bem destacado, também de prata, a silhueta dos três lances de uma cachoeira, tendo no alto uma faixa de blau (azul) que representa o céu; no segundo campo, de blau (azul) uma torre condutora de energia elétrica, de prata; no terceiro e último campo, em campanha, de sinople (verde), uma faixa ondada, de prata. Elucidário O escudo português representa a origem lusitana de nossa Pátria; a estrela evidencia a pessoa do sertanista e sesmeiro Paulo Viveiros Afonso, primeiro explorador da localidade, hoje integrada pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, no chamado "Sertão do São Francisco"; a silhueta de prata, em toda sua pujança, destaca a esplendorosa cachoeira de Paulo Afonso; a torre, caracteriza, pela sua forma original, o elemento normal que atravessando distâncias, leva o necessário conforto às populações longínqüas do Nordeste; a faixa ondada, representa o rio São Francisco, uma das mais importantes vias fluviais do Brasil. Num listel de goles (vermelho), em caracteres de prata, os seguintes dizeres: 1725 -PAULO AFONSO -1958, respectivamente, início do povoamento e elevação à dignidade de cidade. Como suportes, dois tipos clássicos da vegetação local, na sua cor. Conjunto encimado pela coroa mural de cinco torres de prata que é de cidade, tendo sobre a torre central uma elipse de blau (azul), carregada de um "T’, de prata, símbolo do franciscanismo e orago da paróquia da Cidade de Paulo Afonso, na Bahia. Art. 2°. - O Brasão de Armas do Município de Paulo Afonso, a que se refere o Art. 1°., figurará em todos os impressos oficiais do Executivo e Legislativo Municipal e de suas autarquias, bem como na bandeira do Município. Art. 3°. -Esta Lei entrará em vigor a partir de 1 °. de janeiro de 1966, revogadas as disposições em contrário. Sala das Sessões, 7/12/1965 Carlos Alberto Alves -Vereador. Câmara Municipal de Paulo Afonso Estado da Bahia Lei n°. 161, de 20 de janeiro de 1970 Adota Bandeira do Município de Paulo Afonso Art. 1 °. -Fica adotada a Bandeira do Município de Paulo Afonso. Art. 2°. -A Bandeira terá as seguintes características: três (3) retângulos perpendiculares, em tamanhos iguais, sendo os das extremidades em campo vermelho e o do meio em campo branco, tendo ao centro, na devida proporção, o Brasão do Município, conforme Lei Municipal n°. 100/65. Art. 3°. -Ficam expressas as dimensões principais da Bandeira -Largura: O número de panos que for determinado. - Comprimento: Uma vez e meia a largura do pano. Art.4°. -A largura da Bandeira é dada pelo número de panos. O pano é a largura padrão do tecido filcli que mede 0,45 metros. Art. 5°. -A Bandeira do Município de Paulo Afonso deverá ser hasteada em todas as solenidades comemorativas, Federais, Estaduais e Municipais. Art. 6º - Esta Lei estará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Sala das Sessões, em 20 de janeiro de 1970 Ver. Carlos Alberto Alves Ver. José David Neto Ver. José Alcântara de Souza Ver. Antônio Carlos de Lucena Ver. Arsênio Pereira de Azevedo Ver. José Moreira Ver. João Bosco Ribeiro Ver. Manoel Barros de Freitas Ver. Metódio Nunes Magalhães Ver. Noé Pereira dos Santos Ver. Diogo Andrade Brito Ver. José Freire da Silva Ver. João Francisco de Brito CRIAÇÃO DO HINO O hino de Paulo Afonso foi criado a partir de um concurso do qual participaram vários compositores do município, tendo sido vencedor o compositor Oscar Silva que fez o hino em parceria com sua esposa, Vilma Rodrigues. A letra mostra a saga dos pioneiros que criaram as condições para a emancipação de Paulo Afonso 10 anos depois de sua intensa dedicação no trabalho de construção da 1ª Usina da Chesf, instalada na região em 1948 e cujas obras foram iniciadas em 1949. Daí as palavras fortes do seu autor - guerreiros, batalha, suor, combatentes, energia, coragem, valentes, sol inclemente, desafio, em contraponto com magia, coração, harmonia, beleza, natureza, encantos mil. HINO DE PAULO AFONSO (Composição de Oscar Silva e Vilma Rodrigues) Guerreiros que enfrentam a batalha Firmando os pés da terra da magia No rosto o suor, são homens combatentes Que tem nas mãos a forçada energia. E erguem a bandeira da coragem Com armas empunhadas noite e dia Valentes em ação é um só coração Simbolizando a nossa harmonia. Nem mesmo a luz do sol e o pulso deste rio Conseguiram impedir este grande desafio. Paulo Afonso, Paulo Afonso, Cidade de infinita beleza Paulo Afonso, Paulo Afonso, Criada pela própria natureza Paulo Afonso, Paulo Afonso, Lugar de encantos mil És a capital da energia, Riqueza do nosso Brasil. O rio São Francisco é tua origem Nascendo lá na Serra da Canastra E sobre o solo vem, formando cachoeiras Iluminando o céu da nossa pátria. Tu és o braço forte que sustenta A fonte inesgotável que não pára O brilho da manhã, rasgando ao meio o véu O mundo já conhece a tua glória. Nem mesmo a luz do sol e o pulso deste rio Conseguiram impedir este grande desafio. Paulo Afonso, Paulo Afonso, Cidade de infinita beleza Paulo Afonso, Paulo Afonso, Criada pela própria natureza Paulo Afonso, Paulo Afonso, Lugar de encantos mil És a capital da energia, Riqueza do nosso Brasil.
NOSSA EMANCIPAÇÃO Texto de Euclides Batista Filho A conjuração pela emancipação de Paulo Afonso começou efetivamente em março de 1952, quando o pernambucano Abel Barbosa e Silva, chefe de escoteiros, convidou alguns amigos para uma secretíssima reunião. Ao ser convidada, a comerciante Risalva Toledo questionou Abel sobre o motivo do encontro, recebendo a resposta de que somente ficaria sabendo quando comparecesse à reunião marcada para a residência do comerciante Luiz Inocêncio de Lima, às dez horas daquela noite. A assembléia histórica aconteceu na penumbra silenciosa da cozinha do Sr. Luiz Inocêncio, onde um candeeiro substituía as lâmpadas apagadas. Lá estavam então dona Risalva Toledo, Luiz Inocêncio, Abel Barbosa (conhecido como Chefe Abel), João Vicente Ferreira (conhecido como João Sapateiro), João Francisco da Silva (conhecido como João Marceneiro), Antônio Patrício, Francisco Domingos, Altino Gomes (cunhado de Zé Lima), José Aquilino, José Neto, Antônio Neto e Manoel Neto. O sigilo tinha que ser total. Paulo Afonso pertencia a Glória e sua emancipação política contrariava interesses da pequena cidade que não queria perder os impostos do jovem e rico distrito. Como a independência contrariava também interesses da Chesf, nossos heróis corriam muitos riscos, inclusive de vida. Conta Dona Risalva: "Chefe Abel por exemplo, foi abordado por um pistoleiro de aluguel quando comprava ingresso na bilheteria do cinema (atual Caixa Econômica). Estava agarrado com a arma do bandido, em luta corporal, quando o adolescente Josias, seu afilhado e irmão de Xerém, estando no salão de sinuca ao lado, correu em seu auxílio com o taco de jogo. Desferindo violentíssimo golpe na cara do facínora fraturou-lhe o nariz, na maior tacada de sua vida. Aquele não seria o único atentado e todo cuidado seria pouco ". Como líder do grupo, Abel advertia sobre os perigos a que todos estavam sujeitos, ouvindo dos amigos o compromisso de total e irrestrito apôio à nobre causa, acontecesse o que acontecesse. Assim, aos cochichos e na semi-escuridão, nossos conspiradores lançavam a semente da nossa liberdade, trabalhando para que germinasse. Como parte desse trabalho, Dona Risalva contactava secretamente as mulheres da Vila Poty, para que elas conquistassem a adesão dos maridos, fazendo o movimento crescer em número e importância. As reuniões continuavam acontecendo sob o mais absoluto segredo e nos locais mais diversificados, com o número de simpatizantes aumentando a cada dia. Contudo, alguns adeptos sofriam as mais diversas represálias, inclusive perdendo seus empregos na Chesf, como Zezito do Fórum, Gilberto Leal, etc. Porém, nada os fazia recuar. Em 1º de maio de 1954, dia do trabalhador, Abel Barbosa, então vereador de Glória, em palanque armado na Rua da Frente (atual Posto Oásis) lançou publicamente a campanha pela emancipação política de Paulo Afonso. Diz Dona Risalva: "A luta cresceu, a perseguição também, mas o desejo de ver Paulo Afonso livre nos dava mais garra e disposição. As pressões aumentavam, pois os adversários viam em nós uma grave ameaça aos seus interesses. Quanto mais faziam oposição, mais trabalhávamos com impressionante coragem". Em abril de 1955, início de legislatura, o vereador Abel apresentou na Câmara de Glória a proposta de desmembramento de Paulo Afonso. Como naquela casa a matéria era apoiada apenas por Abel e pelo vereador Moisés Pereira, o obstáculo era intransponível. Como a luta prosseguia, no segundo semestre de 1956 o vereador Abel conseguiu o valiosíssimo apôio do vereador Manoel Moura, líder do prefeito de Glória, que por sua vez convenceu outros vereadores, sendo o projeto de emancipação aprovado em 10/10/1956. Narra Antônio Galdino: "No plenário da câmara municipal de Glória, debates, apartes e questões de ordem. Na ordem do dia projeto-de-lei do vereador Abel Barbosa, propondo a separação política de Paulo Afonso. Várias vezes, no calor das discussões, madrugada adentro, parava-se tudo para socorrer o vereador Moisés Pereira que, muito doente, fez questão de estar presente na discussão da importante matéria. No final do debate o seu voto foi decisivo, completando o número necessário para que Paulo Afonso tivesse vida própria. A centenária Glória perdia seu mais importante distrito". O vereador Moisés Pereira faleceria poucos dias depois. O projeto foi encaminhado à Assembléia Legislativa em Salvador, onde foi apoiado pelos deputados Otávio Drumond e Clemens Sampaio. Enfim, depois de cumpridas todas as formalidades legais, o governador Antônio Balbino de Carvalho Filho sancionou a Lei nº 1.120 em 28/07/1958, que tornou Paulo Afonso independente. A notícia da emancipação estourou como uma bomba de indescritível alegria. Em palanque armando no mesmo local do lançamento oficial em 1954, aguardava-se o Chefe Abel que vinha de Salvador. Enorme caravana dirigiu-se ao povoado Riacho para receber o libertador de Paulo Afonso, que, sobre um jipe aberto, entrou na CIDADE ovacionado e acenando com o Diário Oficial. Ao subir no palanque que o aguardava, com a voz embargada por fortíssima emoção, apenas conseguiu dizer: "Pauloafonsinos, eis o meu e o vosso sonho de liberdade realizado". Inflamados oradores fizeram apaixonados discursos, dentre os quais, José Rudival de Menezes e José Freire (do abrigo). Muito emocionada, como se um filme estivesse passando em sua memória, Dona Risalva Toledo, heroína da nossa liberdade, afirma hoje: "Somente Deus pode avaliar o tamanho da alegria que sentimos todos, especialmente eu. Palavras não expressam... ". Ela estava lá. PREFEITOS DE PAULO AFONSO de Otaviano (1958) a Raimundo Caires (2005) Por Antônio Galdino Nesses anos de vida, entre 1958 e 2005, Paulo Afonso teve 14 prefeitos em 16 mandatos. O de Edson Teixeira foi esticado. Destes, 8 prefeitos foram eleitos pelas urnas, em eleição direta. Foram eles: Otaviano, Adauto, Edson Teixeira, José Ivaldo, Luiz de Deus, Anilton Bastos, Paulo de Deus e Raimundo Caires. Entre as gestões de Edson Teixeira e José Ivaldo, Paulo Afonso foi considerada área de segurança nacional e, em conseqüência disso não tinha eleição para prefeito que eram nomeados pelo governo militar. A normalidade democrática só foi restabelecida em 1985 quando foi eleito prefeito José Ivaldo de Brito Ferreira e substituiu o então prefeito nomeado, Abel Barbosa e Silva. Dois prefeitos, mais o esticamento do tempo do Prefeito Edson Teixeira, foram gestores nomeados pelo governo militar entre os anos de 1964 e 1985: Abel Barbosa e Jose Rodrigues. Três vereadores assumiram o cargo de prefeito porque eram presidentes da Câmara de Vereadores e não havia vice-prefeito na época: Abel Barbosa, Metódio Magalhães e Frederico Fausto. Um vereador, Manoel Pereira Neto, foi prefeito porque era vice-presidente da Câmara e assumiu pela renúncia do seu Presidente, Carlos Alberto Alves em assumir esse cargo, o que o tornaria inelegível como vereador, como era o seu desejo. Dois prefeitos exerceram o mandato em duas oportunidades - Abel Barbosa (como presidente da Câmara e depois nomeado) e Paulo de Deus(eleito duas vezes). Um vice-prefeito assumiu na renúncia do prefeito: Wilson Pereira Cinco dos prefeitos de Paulo Afonso têm sobrenome Barbosa - Edson, Abel, José Rodrigues, Luiz e Paulo. Deles apenas os dois últimos são parentes, irmãos. Os de sobrenome Pereira, Manoel e Adauto, são parentes. Anilton e Wilson, irmãos, mas não são parentes dos primeiros. Dos prefeitos de Paulo Afonso, um, Otaviano Leandro(comerciante), foi apoiado pela Chesf. Outro, ex-chesfiano, Raimundo Caires(bioquímico) e sete outros eram empregados da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco quando foram assumiram a Prefeitura: Adauto Pereira(auxiliar de escritório), Edson Teixeira(médico), José Rodrigues(engenheiro), Frederico Fausto(engenheiro), Luiz de Deus(médico), Anilton Bastos(médico) Paulo de Deus(engenheiro). O mandato mais longo, na mesma gestão, contado a partir da posse, foi de Edson Teixeira Barbosa - 7 anos, 3 meses e 14 dias. Somados os mandatos, Abel Barbosa foi prefeito que ficou mais tempo governando o município de Paulo Afonso. Foram 7 anos, 9 meses e 29 dias. Paulo de Deus, em seus dois mandatos foi prefeito por 7 anos e 3 meses. Os menores mandatos foram de Metódio Magalhães, com apenas 17 dias, o interventor Ten João Soares, 33 dias, Manoel Pereira, 3 meses e 13 dias e Frederico Fausto, 4 meses. Otaviano Leandro de Morais - 07/04/1959 - 07/04/1963 Adauto Pereira de Souza - 07/04/1963 - 15/09/1966 Manoel Pereira Neto - 15/09/1966 - 28/12/1966 Tenente João Soares (interventor) - 28/12/1966 - 01/02/1967 Edson Teixeira Barbosa - 01/02/1967 - 14/05/1974 Abel Barbosa e Silva - 14/05/1974 - 16/10/1975 José Rodrigues de Figueiredo Barbosa - 16/10/1975 - 19/03/1979 Metódio Nunes Magalhães - 19/03/1979 - 04/04/1979. Frederico Fausto Agostinho de Mello - 04/04/1979 - 04/08/1979 Abel Barbosa e Silva - 04/08/1979 - 31/12/1985 José Ivaldo de Brito Ferreira - 01/01/1986 -31/12/1988 Luiz Barbosa de Deus - 01/01/1989 - 31/12/1992 Anilton Bastos Pereira - 01/01/1993 - 31/12/1996 Paulo Barbosa de Deus - 01/01/97 - 31/12/2000 Paulo Barbosa de Deus - 01/01/2001 - 01/04/2004 Wilson Pereira Filho - 01/04/2004 - 31/12/2004 Raimundo Caires Rocha - 01/01/2005 - 31/12/2008 NOSSOS VEREADORES DE 1959 A 2008 07/04/59 A 07/04/53 - Dinalva Simões Tourinho, Diogo Andrade Brito, José Freire da Silva, José Rudival de Menezes, Lizete Alves dos Santos, Luiz Mendes Magalhães, Manoel Pereira Neto, Noé Pires de Carvalho, Adauto Pereira de Souza Cearense. 07/04/63 a 07/04/67 - Ivan Vicente Ferreira, Carlos Alberto Alves, Manoel Pereira Neto, Nicolau Amâncio dos Santos, José Moreira, José Rudival de Menezes, Antonio Martins Delgado, Adauto Pereira de Souza Cearense, Hermógenes Bezerra de Souza, Arsênio Pereira de Azevedo, Noé Pereira dos Santos, Antonio Leonel Oliveira, Antonio Aureliano Melo, Sebastião Bezerra, Abel Barbosa e Silva, Milton de Souza. 07/04/67/01/01/71 - Noé Pereira dos Santos, José Alcântara de Souza, Arsênio Pereira de Azevedo, Manoel Barros de Freitas, Diogo Andrade de Brito, João Francisco de Brito, José David Neto, Antônio Carlos de Lucena, Ivan Vicente Ferreira, João Bosco Ribeiro, José Moreira, José Freire da Silva, Carlos Alberto Alves, Metódio Nunes Magalhães. 01/01/71 a 01/01/73 - Abel Barbosa e Silva, Antônio Carlos de Lucena, Arnóbio Pereira de Souza, João Bosco Ribeiro, José Moreira, Manoel Barros de Freitas, Metódio Nunes Magalhães, Noé Pereira dos Santos, Otaviano Leandro de Morais, Valdemar Amâncio dos Santos. 01/01/73 a 01/02/77 - Abel Barbosa e Silva, Antônio José Martins, Arnóbio Pereira de Souza, Arsênio Pereira de Azevedo, João Bosco Ribeiro, João Francisco de Brito, José David Neto, José Moreira, Manoel Barros de Freitas, Noé Pereira dos Santos, Valdemar Amânciio dos Santos, Manoel Pereira Neto, Metódio Nunes Magalhães, Petronildo Alves. 01/02/77 a 01/01/83 - Abel Barbosa, Arsênio Pereira de Azevedo, Daniel Araújo Reis, Frederico Fausto Agostinho de Melo, João Bosco Ribeiro, João Francisco de Brito, José Moreira, José Nicolau de Farias, Metódio Nunes Magalhães, Noé Pereira dos Santos, Otaviano Leandro de Morais, Roque Manoel de Oliveira, Valdemar Amâncio dos Santos, Manoel Pereira Neto, Lindalvo Paiva Cavalcante. 01/01/83 a 01/01/89 - Antônio de Pádua Calado, Arnaldo Aderino Conceição, Francisca Barros Souza Siebert, Francisco Bathomarco Lima, Frederico Fausto Agostinho de Melo, Evandro Araújo Paiva, José Ivaldo de Brito Ferreira, José Paiva Souza, Manoel Pereira Neto, Maria José Barros Lins, Metódio Nunes Magalhães, Noé Pereira dos Santos, Paulo Lopis da Silva, Alcione Almeida, João Francisco de Brito. 01/01/89 a 01/01/93 - Altino Gomes Ribeiro, Arnaldo Aderino Conceição, Arsênio Pereira de Azevedo, Ivaldo Sales Nascimento, José Oliveira SáLuiz Carlos Carvalho, Luiz Vicente Ferreira, Manoel Josefino Teixeira, Marcondes Francisco dos Santos, Nélia Correia da Silva, Petrônio Barbosa, Regivaldo Coriolano Silva, Roque Manoel de Oliveira. 01/01/93 a 01/01/97 - Antônio Alexandre dos Santos, Carlos Murilo dos Santos, Dernival Oliveira Júnior, Edson Oliveira Santos, Gerson Ferreira Albuquerque, João Lima Souza, José Gomes Araújo, José Ivan Dias, Marcondes Francisco dos Santos, Orlando Carvalho Lima, Pedro Macário Neto, Paulo Sérgio Barbosa dos Santos, Petrônio Barbosa, Regivaldo Coriolano da Silva, Salésio Siebert, Ivanete Avelino. 01/01/97 a 01/01/2001 - Abel Barbosa e Silva, Antônio Alexandre dos Santos, Dernival Oliveira Júnior, Ivanete Avelino Bento, João Lima Souza, José Bezerra Frazão, José Correia da Silva, José Ivaldo de Brito Ferreira, Juvenal Teixeira dos Santos, Marcondes Francisco dos Santos, Paulo Lopis da Silva, Paulo Sérgio Barbosa dos Santos, Pedro Macário Neto, Regivaldo Coriolano da Silva, Valmir Alves Teixeira. 01/01/2001 a 01/01/2004 – Antonio Alexandre dos Santos, Arnaldo Aderino Conceição, Dernival Oliveira Junior, Dinivaldo Diniz Carvalho Ferraz, Francisca Souza Barros Siebert, Ivanete Avelino Bento, José Ivaldo Brito Ferreira, José Gomes Araújo, João Lima Souza, Juvenal Teixeira Santos, Marcondes Francisco Santos, Pedro Macário Neto, Petrônio Barbosa, Paulo Sérgio Barbosa Santos, Risalva Maria Toledo, Regivaldo Coriolano Silva e Raimundo Caires Rocha. 01/01/2004 a 01/01/2008 – Petrônio Barbosa, Delmiro Alves, Dorival, Vanessa de Deus, Marcondes Francisco, Antonio Alexandre, Jose Gomes Araújo, Petrônio Nogueira, Ângelo Carvalho, João Lima, Edson Oliveira. 1/11/2006 MENSAGENS DE ESPERANÇAMensagens de Esperança Aníbal Nunes
De que vale enxergar tudo e não ver o sofrimento de tantos irmãos? De que vale ter coragem e não usá-la em defesa dos que padecem de sofrimento? De que vale ter o pão de sobra e não repartí-lo com os famintos? De que vale andar alinhado, enquanto tantos descamisados perambulam por aí? De que vale ter a mesa farta, enquanto tantos desfalecem de fome? De que vale ter a luz e se negar a iluminar o caminho dos outros? De que vale ter a voz e não agradecer à Deus o dom da vida? Caminhe sempre para a frente, com a cabeça erguida e com os olhos no horizonte. Quem luta em busca do pódium, normalmente o alcança. Se ninguém na terra é suficientemente santo, ao ponto de ser endeusado ou idolatrado, por quê tantos santos esculpidos em pedra, madeira, mármore, bronze e gesso? Passe uma borracha no passado que deixou marcas de pranto, dor, angustia e sofrimento em sua vida. Acelere a marcha da vida, faça valer a sua história, parta para a última volta, veja tremular a bandeira da vitória, suba no pódium do tempo e conquiste os píncaros da glória. Delete imagens que não ficaram bem gravadas nos disquetes da sua vida. Samaritano não é somente aquele que mata a sede de alguém mas, todo aquele que se doa de corpo e alma aos mais necessitados. Quando os últimos raios de sol sumirem no horizonte, agradeça ao Pai pela sua luz, pela paz que irradiou, pela força que fez brotar em seu coração e pela energia que dedicou a natureza, a humanidade e aos animais. Dispa-se do preconceito, do orgulho, da vaidade, do egoísmo e da soberba. Esses atos ferem o corpo, machucam o espírito e escravizam a alma piedosamente. A vida é como uma escada de dois lados. No primeiro, galgamos todos os degraus com determinação, conquistamos todos os troféus da vida profissional, afetiva e social. No segundo, iniciamos a descida, enfrentando a decadência física em todos os sentidos até o embarque no trem da eternidade. Pare por um instante e pense em tudo o que você fez de bom para a natureza e para a humanidade. Peça perdão a Deus pelo filho que você ajudou a abortar com medicamentos ou um simples conselho. O marido, amante, ou namorado que insiste que a companheira aborte é tão pecador e assassino quanto quem pratica o ato. Antes de cometer um aborto, lembre que Jesus um dia falou: "Deixai vir a mim as criancinhas". Quem aborta, manda para o Céu um anjo despedaçado que ainda encontra forças para perdoar a mãe e o seu vil intento. As drogas, os vícios e o mal insistente que perseguem a humanidade, são cruzes nos caminhos dos povos e nações. Não deixeis pousar em v | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||